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Governo retira urgência de projeto sobre fim da escala 6x1; entenda

Se aprovado, o projeto de lei seguirá para o Senado, também sob regime de urgência, o que deve aumentar a pressão sobre os senadores

Por Redação
REDAÇÃO

16/06/2026 • 18:20 • Atualizado em 16/06/2026 • 18:20

Governo retira urgência de projeto sobre fim da escala 6x1; entenda

Governo retira urgência de projeto sobre fim da escala 6x1; entenda

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O Governo Federal retirou a urgência de projeto sobre o fim da escala 6x1 e destravou votações na Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) após uma reunião de líderes convocada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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Apesar de o tema ser o mesmo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada no final de maio, o projeto de lei enviado pelo governo federal precisa ser votado para desobstruir a pauta do plenário da casa. Se aprovado, o projeto de lei seguirá para o Senado, também sob regime de urgência, o que deve aumentar a pressão sobre os senadores.

Atualmente, a PEC aprovada pela Câmara encontra-se no Senado aguardando despacho do presidente Davi Alcolumbre (União-AP), enfrentando resistência e a concorrência de propostas alternativas, como a do senador Rogério Marinho (PL-RN), que defende um modelo de jornada flexível.

Para agilizar o processo e evitar novos embates sobre o mérito da questão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator do projeto. Prates, que também relatou a PEC sobre o mesmo tema, deve repetir no projeto de lei o texto que já foi aprovado pelos deputados em maio.

O que prevê a proposta

Enquanto o texto aprovado em maio se tratava de uma proposta de emenda à Constituição, o texto que deve ser apreciado nesta terça-feira é um projeto de lei para alterar a CLT e outras normas trabalhistas. Na prática, no entanto, não muda os pontos de mudança, mas destravará a pauta da Casa. O projeto de lei deve estabelecer:

  • Redução da jornada semanal de 44 para 40 horas;
  • Fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, garantindo dois dias de folga;
  • Uma regra de transição de 14 meses;
  • Garantia de que não haverá redução salarial para os trabalhadores.

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