
Jorge Messias segura a Constituição durante sabatina na CCJ do Senado
Andressa Anholete/Agência Senado
A derrota de Jorge Messias na votação do Senado para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) pegou de surpresa o governo Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado, no entanto, não significa uma antecipação das eleições de outubro, segundo Reinaldo Azevedo.
Desdobramento eleitoral não tem. A derrota que realmente conta não é essa. Isso não é antecipação de resultado eleitoral, mas também é um sinal, acho, de que nem sempre o caminho da conciliação é o caminho do acordo. - Reinaldo Azevedo
Azevedo afirmou na BandNews FM que Jorge Messias era a opção mais conciliadora que poderia ser feita por Lula. “Em momento alguém ele procurou rusgas, brigas, nada. Inclusive sobre o papel do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o jornalista sobre a sabatina do jurista.
Messias foi sabatinado por oito horas, nesta quarta-feira (29) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Ele chegou a ter o nome aprovado na comissão para integrar o STF, por 16 votos a 11, mas acabou não passando pelo plenário da Casa.
Na avaliação de Azevedo, a articulação foi deficiente e o governo sabia que estava difícil aprovar o nome do advogado-geral da União, mas se apostava na articulação de última hora. Apesar disso, houve traição, afirma, já que o governo contabilizava votos suficientes.
Para ter o nome aprovado pelo Senado, Messias precisava da maioria simples dos 81 senadores da Casa. A votação, porém, terminou com 34 votos a favor e 42 contrários. A última vez que um nome foi rejeitado em 1894, no governo Floriano Peixoto.
Absurdo que um presidente eleito democraticamente, que quase foi deposto por um golpe, tenha uma indicação rejeitada. Isso é depredação da institucionalidade. Nesse caminho as coisas não acabam bem, acreditem. - Reinaldo Azevedo

