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Blota: sem diálogo, Macron vê crescer insatisfação dos franceses em meio a protestos

Contingente de 80 mil policiais foi mobilizado para conter “incitadores de violência” em greve geral que paralisa a França

Por Redação
REDAÇÃO

18/09/2025 • 14:00 • Atualizado em 18/09/2025 • 14:00

Sonia Blota
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Emmanuel Macron é alvo de protestos na França

Emmanuel Macron é alvo de protestos na França

REUTERS/Tom Nicholson

Um contingente de 80 mil policiais foi mobilizado para garantir a segurança da França, nesta quinta-feira (18), dia marcado por uma greve geral e manifestações que paralisam o país. Veículos blindados estão sendo usados para desbloquear estradas, enquanto a tensão cresce com a previsão de protestos ainda maiores durante a tarde, especialmente em pontos estratégicos de Paris.

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O impacto da paralisação é generalizado. Boa parte do transporte público opera em "operação escargot" — o equivalente à "operação tartaruga", no Brasil —, causando perturbações em trens, metrôs e até aeroportos. Além disso, muitas escolas não abriram, e 90% das farmácias permanecem fechadas.

Até o momento, 80 pessoas já foram presas, e o Ministério do Interior prevê que o número aumentará ao longo do dia. A polícia está em alerta máximo e teme a infiltração de mais de 5 mil "incitadores de violência" entre os manifestantes.

Insatisfação popular e crise política

Embora a responsabilidade pela gestão da crise recaia sobre o novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, há apenas uma semana no cargo, a oposição acusa o presidente Emmanuel Macron de ser o principal responsável pela insatisfação popular.

Nas ruas, os manifestantes pressionam o governo a rever seu plano de austeridade, que prevê um corte de 44 bilhões de euros em áreas essenciais, como saúde e educação. A medida se soma a um descontentamento crescente, devido à perda do poder de compra, nos últimos anos, e à queda na qualidade dos serviços públicos.

“Vamos Bloquear Tudo”

A tensão de hoje é um desdobramento das manifestações da semana passada, quando o movimento "Vamos Bloquear Tudo" mobilizou 200 mil pessoas. Os atos foram marcados por baderna, quebra-quebra e até um incêndio em Paris, resultando na prisão de mais de 600 pessoas.

A falta de diálogo do governo Macron com sindicatos e partidos alimenta a crise, e a segurança foi visivelmente reforçada para evitar uma repetição do caos.

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