
Dor no joelho, artrose
Sala Digital
“Qual a diferença entre artrite e artrose?”. Se você já digitou essa pergunta no Google, não está sozinho. Segundo dados da Sala Digital, essa é uma das dúvidas mais frequentes dos brasileiros nos últimos cinco anos quando o assunto é saúde articular. O padrão de busca para os dois termos é quase idêntico, o que revela uma confusão comum: afinal, embora ambas afetem as "juntas", elas surgem de formas diferentes e exigem cuidados específicos.
No Brasil, as doenças reumáticas atingem mais de 15 milhões de pessoas de todas as idades, sendo uma das principais causas de afastamento do trabalho e aposentadoria precoce. Para ajudar você a sair desta leitura totalmente esclarecido, mergulhamos nos dados oficiais do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).
Qual a diferença entre artrite e artrose?
A principal diferença está na origem do problema. A artrose (também chamada de osteoartrite) é uma doença degenerativa crônica. Ela acontece pelo desgaste natural da cartilagem que reveste as articulações, muitas vezes associada ao envelhecimento ou à sobrecarga mecânica. Estima-se que 85% das pessoas com mais de 75 anos apresentem evidências da doença em exames de imagem.
Já a artrite (frequentemente associada à artrite reumatoide) é uma inflamação crônica causada por uma falha no sistema de defesa do corpo. O sistema imune ataca a membrana sinovial (o tecido que reveste a junta), podendo causar destruição óssea e deformidades se não for tratada precocemente.
Como identificar pela dor?
Um dos segredos para diferenciar as duas está em observar quando a dor aparece e como ela se comporta:
- Dor da artrose (mecânica): piora com o movimento e o esforço físico, melhorando com o repouso. Geralmente é mais intensa ao fim do dia. A rigidez matinal, quando existe, dura menos de 30 minutos.
- Dor da artrite (inflamatória): ocorre o contrário. A dor tende a melhorar com o movimento e piorar com o repouso. A marca registrada é a rigidez matinal prolongada, que dura mais de uma hora.
Fatores de risco e impacto social
A artrose tem uma relação direta com o peso e o esforço repetitivo. A obesidade é um fator agravante crítico, especialmente para os joelhos. Dados da Previdência Social mostram que a artrose é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho no país.
A artrite, por sua vez, atinge cerca de 1% da população brasileira e tem forte componente genético, sendo mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos. O tabagismo é um dos principais fatores de risco externos que podem acelerar a doença.
O caminho para o tratamento
Para ambos os casos, o diagnóstico precoce é a chave para manter a qualidade de vida.
- Artrose: o tratamento foca no fortalecimento muscular e, crucialmente, na perda de peso para aliviar a carga nas juntas. Analgésicos comuns como o paracetamol e a dipirona são indicados como primeira linha para o alívio da dor.
- Artrite: além da fisioterapia, utiliza-se uma classe de medicamentos chamados MMCDs (como o metotrexato) para controlar a imunidade. Atualmente, a medicina avançou para terapias biológicas e novos medicamentos, como os inibidores de JAK, que oferecem remissão dos sintomas para quem não responde aos tratamentos convencionais.
Se você sente dores persistentes, inchaço ou calor nas articulações, procure um médico reumatologista.

