
Morcego infectado com o vírus da raiva foi localizado em área urbana na capital mineira
Divulgação/Prefeitura Munic Botucatu
A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou, nesta quarta-feira (18), o primeiro caso de raiva de 2026 na capital mineira. Um morcego infectado foi encontrado morto no bairro Diamante, na região do Barreiro, o que desencadeou uma ação imediata de bloqueio vacinal pelas autoridades sanitárias em um raio de 300 metros do local.
Embora o registro tenha ocorrido em um animal silvestre, o caso acende o alerta para a necessidade de manter a vacinação de cães e gatos em dia. Em áreas urbanas, os animais domésticos são a principal "ponte" de transmissão do vírus para os seres humanos.
De acordo com os dados da prefeitura, este é o primeiro registro do ano. O cenário mostra uma tendência de queda, mas ainda exige vigilância: em 2025 foram confirmados 21 casos da doença na capital, contra 28 registros em 2024.
A gravidade da doença
A raiva é uma infecção viral gravíssima que ataca o sistema nervoso central, causando inflamação no cérebro. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é transmitida pela saliva de animais infectados, seja por meio de mordidas, arranhaduras ou lambidas em mucosas e pele lesionada.
"A raiva é uma doença viral sem cura e com letalidade próxima de 100%", alertam as autoridades de saúde. Por esse motivo, a imunização dos pets é considerada o pilar fundamental da saúde pública, interrompendo o ciclo de transmissão entre a fauna silvestre e as cidades.
Manter altas coberturas vacinais é a única estratégia eficaz para evitar que casos isolados em morcegos se transformem em surtos domésticos graves. A vacina não protege apenas o animal, mas garante a segurança de toda a comunidade.
O que fazer em caso de exposição
A administração municipal reforça que, em situações de mordidas, arranhões ou contato com animais suspeitos, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação. Se houver necessidade, o paciente será encaminhado para o Programa de Profilaxia da Raiva Humana.
"O usuário será encaminhado para a unidade de referência de vacinação antirrábica da região", explica a prefeitura. Em casos que exijam a aplicação de soro ou imunoglobulina antirrábica, o paciente deve ser conduzido diretamente ao Hospital João XXIII.
Para quem encontrar morcegos caídos, vivos ou mortos, a orientação é clara: nunca toque no animal e acione imediatamente o Serviço de Zoonoses para o recolhimento seguro.

