Saúde

Como ajudar uma pessoa com depressão? Psicólogo dá dicas para identificar condição

Setembro Amarelo é mês temático sobre saúde mais buscado pelos brasileiros

Da redação
DA REDAÇÃO

25/09/2025 • 14:22 • Atualizado em 25/09/2025 • 14:22

Setembro Amarelo e campanhas de prevenção ao suicídio foram tema do programa Viver Melhor, da BandNews TV, apresentado por Jean Gorinchteyn. Dados da Sala Digital, parceria entre a Band e o Google, apontam que, entre 2020 e 2024, o mês temático só foi menos buscado que o Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama.

Compartilhar

Quando se observa a série histórica, o crescimento é ainda mais evidente: se há dez anos o Setembro Amarelo tinha índices muito inferiores ao Novembro Azul, de prevenção ao câncer de próstata, em 2023 e 2024 superou até mesmo o Outubro Rosa.

Apesar do aumento expressivo, o interesse de buscas no Google entre os brasileiros se concentra no próprio mês. No restante do ano, os índices ficam bem menores – o que mostra como a campanha ainda é a principal porta de entrada para a discussão pública sobre saúde mental.

Entre as perguntas mais buscadas sobre o assunto, uma das mais recorrentes é: “como ajudar uma pessoa com depressão?” Para o psicólogo Douglas Kawaguchi, professor da Faculdade Sírio-Libanês, o diagnóstico é um ponto de partida, mas não deve ser encarado como ponto de chegada.

“Você não precisa do diagnóstico para iniciar um tratamento. Se a pessoa sente que está passando por sofrimento, já pode buscar ajuda. O medicamento pode dar uma segurada, mas não basta. É preciso entender os disparadores da vida daquela pessoa em um processo terapêutico”, explica.

O especialista destaca ainda que a depressão não é um quadro de ‘sim ou não’, como acontece em doenças físicas, mas sim um espectro de sofrimento psíquico. “Na saúde mental, você tem uma linha contínua. Definimos a partir de certo nível de sofrimento que a pessoa tem depressão, mas esse ponto muda historicamente e depende de vários indicadores. Por isso, muitas vezes a própria família ou até o profissional têm dificuldade de identificar.”

Para Kawaguchi, falar sobre o tema é parte essencial da prevenção. “Trazer para a mesa, como estamos fazendo aqui, é fundamental. Há pouco tempo, procurar psicoterapia ainda carregava estigma. Hoje, a conversa aberta é o primeiro passo para o cuidado em saúde mental.”

Tópicos relacionados