
Freepik
No Dia Mundial da Saúde, ceberado nesta terça-feira (7), especialistas alertam para o aumento de doenças respiratórias durante períodos de transição climática, como outono e inverno. Quadros como rinite, sinusite e crises alérgicas tendem a se intensificar nessa época, afetando diretamente a qualidade de vida da população.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, doenças respiratórias crônicas atingem cerca de 30% da população mundial. No Brasil, a rinite alérgica afeta entre 20% e 25% das pessoas, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.
As mudanças de temperatura, a queda na umidade do ar e o aumento da concentração de poluentes contribuem para o agravamento desses quadros. Dados do Ministério da Saúde indicam que doenças respiratórias estão entre as principais causas de busca por atendimento médico no país, especialmente em períodos de variação climática.
Além do impacto na saúde, os sintomas — como congestão nasal, dor facial, dores de cabeça e dificuldade para respirar — podem levar a afastamentos do trabalho e queda na produtividade, ampliando o impacto social e econômico do problema.
Outro ponto destacado por especialistas é o aumento do interesse por estratégias complementares de controle ambiental, voltadas à redução de agentes que podem desencadear ou agravar crises respiratórias. Entre essas abordagens, estão tecnologias utilizadas na desinfecção de ambientes, com foco na eliminação de microrganismos como bactérias, vírus e fungos.
Segundo a Environmental Protection Agency, o ozônio possui alto potencial oxidante e pode ser eficaz na inativação de microrganismos, sendo utilizado em processos de desinfecção de ar, água e superfícies. Pesquisas também apontam que sua ação antimicrobiana ampla reduz o risco de resistência bacteriana.
Especialistas ressaltam, no entanto, que o uso dessas tecnologias deve seguir normas de segurança e regulamentação, com equipamentos certificados e respaldo científico. O ozônio, por exemplo, é instável e se decompõe rapidamente, retornando à forma de oxigênio, sem deixar resíduos químicos no ambiente.
O CEO da empresa Wier, Bruno Mena Cadorin, afirma que as mudanças de estação impactam diretamente a saúde respiratória e aumentam a demanda por soluções que auxiliem no controle de fatores ambientais. “As mudanças de estação impactam diretamente a saúde respiratória. O uso de tecnologias voltadas à redução de microrganismos pode contribuir para minimizar fatores que agravam sintomas, especialmente em casos recorrentes”, disse.
Embora medidas de controle ambiental possam contribuir para reduzir fatores de risco, profissionais de saúde destacam que o acompanhamento médico continua sendo fundamental para o diagnóstico e tratamento adequado de doenças respiratórias, especialmente em casos recorrentes ou mais graves.

