Saúde

Dolly Martinez, do Quilos Mortais, dependia de máquina para respirar

A jovem enfrentava obesidade severa e limitações graves de saúde desde os 25 anos

Da redação
DA REDAÇÃO

13/04/2026 • 09:27 • Atualizado em 13/04/2026 • 09:27

Dolly em 'Quilos Mortais'

Dolly em 'Quilos Mortais'

Reprodução/Quilos Mortais

Resumo

A morte de Dolly Martinez, ex-participante do reality Quilos Mortais aos 30 anos, trouxe à tona sua trajetória marcada por obesidade severa, dependência de oxigênio e dificuldades para realizar tarefas básicas, com perda insuficiente de peso para cirurgia bariátrica durante o programa.

A confirmação do falecimento foi feita pela irmã, Lindsey Cooper, após internação, sem divulgação da causa, gerando mobilização e homenagens nas redes sociais, enquanto a família destacou a personalidade acolhedora de Dolly.

A obesidade mórbida, como a enfrentada por Dolly, está associada a riscos graves como doenças cardiovasculares, problemas respiratórios, e exige tratamento multidisciplinar para evitar agravamento progressivo e ampliar chances de recuperação.

A morte de Dolly Martinez, ex-participante do reality Quilos Mortais, aos 30 anos, reacendeu entre fãs do programa a lembrança de uma trajetória marcada por graves limitações de saúde. Quando apareceu na 10ª temporada da atração, em 2021, a jovem pesava cerca de 269 quilos e dependia de oxigênio para conseguir respirar, condição que destacava a gravidade de seu quadro clínico.

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A informação da morte foi confirmada no último sábado, 11, por sua irmã, Lindsey Cooper, nas redes sociais. A causa não foi divulgada. Um dia antes, ela havia informado que Dolly estava internada e “lutando pela própria vida”, o que já havia mobilizado seguidores.

No reality, exibido originalmente em 2021, Dolly mostrou o impacto da obesidade severa em sua rotina. Além da dependência de oxigênio, ela enfrentava dificuldades para se locomover e precisava de ajuda para atividades básicas. Durante o programa, conseguiu perder cerca de 18 quilos, mas não atingiu os critérios médicos necessários para a cirurgia bariátrica.

A participante também expôs desafios emocionais e sociais, incluindo a compulsão alimentar e a instabilidade em sua vida pessoal. À época, chegou a viver em abrigos e hotéis ao lado do noivo, em meio à dificuldade de manter uma estrutura mínima de apoio.

Apesar dos obstáculos, Dolly compartilhou, posteriormente, tentativas de recomeço nas redes sociais, incluindo a saída de situações de vulnerabilidade e a busca por mais estabilidade. Entre os avanços, destacou-se a reaproximação com a mãe e a retomada gradual do contato com a filha, que estava sob os cuidados da avó.

Na despedida, a família ressaltou o jeito acolhedor e a personalidade marcante da jovem. A morte gerou uma onda de homenagens nas redes sociais de fãs que acompanharam sua história no programa.

Riscos da obesidade mórbida

A obesidade severa, como a enfrentada por Dolly Martinez, está associada a uma série de complicações que podem comprometer diretamente a qualidade e a expectativa de vida. Entre os principais riscos estão doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e problemas articulares, além de impactos significativos na saúde mental.

Em casos mais avançados, o excesso de peso pode afetar o sistema respiratório, dificultando a expansão dos pulmões e reduzindo a oxigenação do organismo. Isso pode levar à necessidade de suporte com oxigênio, como ocorreu com a ex-participante do reality, além de aumentar o risco de apneia do sono e insuficiência respiratória.

Especialistas também alertam que o tratamento da obesidade exige abordagem multidisciplinar, envolvendo acompanhamento médico, nutricional e psicológico. Sem esse suporte, o quadro tende a se agravar progressivamente, tornando mais difíceis intervenções como a cirurgia bariátrica e a recuperação da saúde geral do paciente.

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