Saúde

Linfoma: o que é, como identificar os sintomas e quais são os tratamentos

Onco-hematologista Breno Gusmão explica tipo de câncer com o qual o cantor Netinho foi diagnosticado

Instituto Vencer o Câncer
INSTITUTO VENCER O CÂNCER

25/03/2025 • 14:29 • Atualizado em 25/03/2025 • 14:29

Existem mais de 60 tipos diferentes de linfomas

Existem mais de 60 tipos diferentes de linfomas

Gerd Altmann/Pixabay

Linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, que faz parte do sistema imunológico e ajuda o corpo a combater infecções. Esse câncer pode surgir em pessoas de qualquer idade e é classificado em dois grupos principais: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. A principal diferença entre eles está na presença de um tipo específico de célula no linfoma de Hodgkin.

Compartilhar

Hoje, já se sabe que existem mais de 60 tipos diferentes de linfomas, e o diagnóstico correto é essencial para definir o melhor tratamento. Além disso, os linfomas podem ser classificados como agressivos (crescimento rápido) ou indolentes (crescimento mais lento), o que também influencia na escolha terapêutica.

O linfoma é o tipo de câncer no sangue mais comum e está entre os 10 tipos mais frequentes na população. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 15 mil novos registros anuais da doença, aqui no Brasil.

Os sintomas variam, porém, os mais incidentes são: febre persistente sem causa aparente, perda de peso inexplicável, suor noturno intenso e coceira no corpo. Na maior parte dos casos também ocorre o aumento indolor dos gânglios linfáticos, formando caroços no pescoço, axilas ou virilha. Dependendo da região afetada, o linfoma pode causar sintomas específicos, como dificuldade para engolir, respirar ou desconforto local.

O tratamento depende do tipo e da agressividade da doença. Em alguns casos de linfomas indolentes, pode-se apenas acompanhar o paciente sem iniciar terapia imediata. Já os linfomas agressivos exigem tratamento desde o diagnóstico, geralmente com a combinação de imunoterapia, quimioterapia e/ou transplante de medula óssea autólogo (com a própria célula do paciente).

Além dessas opções, novas terapias vêm sendo incorporadas, como anticorpos que ajudam o sistema imunológico a combater o câncer, e as terapias celulares, como o CAR-T Cell, que modifica células do próprio paciente para destruir as células doentes.

Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico especialista, garantindo a melhor estratégia para o paciente. Diante de sintomas persistentes, é fundamental buscar orientação médica. Quanto antes o diagnóstico for feito, melhores serão os resultados clínicos.

Breno Gusmão é vice-diretor clínico do Hospital BP Mirante e integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer

Tópicos relacionados