Saúde

Minas Gerais começa a rastrear gratuitamente 64 doenças no Teste do Pezinho

Com investimento anual de R$ 64 milhões, estado antecipa metas federais e garante diagnóstico precoce de doenças raras em todos os 853 municípios

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 15:24 • Atualizado em 08/04/2026 • 15:24

Em MG, teste do pezinho rastreia 64 doenças

Em MG, teste do pezinho rastreia 64 doenças

Fabio Marchetto

Minas Gerais consolidou-se como a principal referência em saúde neonatal no Brasil. O estado é o primeiro do país a oferecer, de forma gratuita e universal, a ampliação do Teste do Pezinho para o rastreio de 64 doenças. A iniciativa coloca o sistema público mineiro à frente do cronograma nacional estabelecido pela Lei Federal nº 14.154/2021, que prevê a expansão gradual do exame em todo o território brasileiro.

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A triagem ampliada já está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todos os 853 municípios do estado. O painel agora abrange desde doenças genéticas e metabólicas até condições infecciosas e imunológicas, permitindo que o tratamento de condições raras comece nos primeiros dias de vida do bebê.

Para viabilizar o alcance em um estado com grandes dimensões territoriais, o Governo de Minas estruturou uma rede robusta, com 4.109 pontos de coleta, distribuídos entre UBSs, maternidades e unidades de apoio e 1,1 mil testes por dia. O investimento no Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG) é de cerca de R$ 64 milhões anuais.

A análise das amostras é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e o Nupad, da Faculdade de Medicina da UFMG. Segundo o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, a agilidade é o diferencial: "Isso permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida e iniciar o tratamento no tempo certo, evitando complicações e garantindo mais qualidade de vida".

Do diagnóstico ao tratamento

O programa mineiro não se limita à entrega do resultado. Caso o exame aponte qualquer alteração, a família é imediatamente acionada para exames confirmatórios e acompanhamento especializado pela rede pública.

Desde a criação do programa em 1993, Minas já realizou mais de 7 milhões de testes. Somente entre 2019 e 2025, o rastreamento permitiu o diagnóstico confirmado de 2.522 crianças, que puderam iniciar terapias antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas.

Como realizar o exame?

A coleta é simples e consiste na retirada de gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido.

Onde fazer: Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou maternidades públicas.

Prazo ideal: Recomenda-se que a coleta seja feita entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê.

Custo: O exame é 100% gratuito pelo SUS em Minas Gerais.

Para as famílias, o sistema traz alívio e segurança. É o caso de Bárbara dos Santos, mãe da pequena Maria, de 3 meses. Embora o reteste da filha tenha descartado riscos, ela destaca a importância da rapidez. "Saber que existe um acompanhamento e que há tempo para agir traz segurança para a gente", relata.

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