
Maira Cardi
Reprodução/Instagram/mairacardi/thiago.nigro
A internação de Eloáh, filha da influenciadora Maíra Cardi, reacendeu o alerta sobre a bronquiolite — uma das principais causas de hospitalização de bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. A criança, de seis meses, está em um hospital nos Estados Unidos após diagnóstico da doença, segundo relato da mãe nas redes sociais.
Mas afinal, o que é bronquiolite e por que ela preocupa tanto pais e médicos?
O que é bronquiolite
A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória que atinge os bronquíolos, as menores vias aéreas dos pulmões. A inflamação dessas estruturas dificulta a passagem de ar, podendo levar à falta de ar e ao chiado no peito.
De acordo com o Ministério da Saúde, o principal causador da doença é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por até 80% dos casos. Outros vírus, como influenza, adenovírus e rinovírus, também podem provocar o quadro.
A doença é mais comum em crianças menores de dois anos — sobretudo bebês com menos de seis meses, como é o caso de Eloáh.
Sintomas: começa como resfriado, mas pode piorar
Nos primeiros dias, a bronquiolite pode parecer um resfriado comum. Os sinais iniciais incluem:
- coriza
- tosse
- obstrução nasal
- febre leve
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o quadro costuma piorar entre o 4º e o 6º dia, podendo evoluir para:
- respiração rápida ou difícil
- chiado no peito
- dificuldade para mamar ou se alimentar
- cansaço excessivo
- lábios arroxeados (em casos mais graves)
Esses são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata.
Por que bebês são mais vulneráveis
Os bronquíolos dos bebês são muito estreitos, o que facilita a obstrução quando há inflamação e acúmulo de secreção. Além disso, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.
Crianças prematuras ou com doenças pré-existentes — como problemas pulmonares, cardiopatias ou alergias — têm maior risco de complicações. Eloáh, por exemplo, já tem histórico de dificuldades respiratórias e alergias alimentares, o que pode aumentar a atenção no acompanhamento.
Tratamento: foco é suporte, não antibiótico
Não existe um medicamento específico para curar a bronquiolite na maioria dos casos. O tratamento é de suporte, conforme orienta a Sociedade Brasileira de Pediatria, e inclui:
- hidratação adequada
- lavagem nasal com soro fisiológico
- controle da febre
- oxigenação, quando necessário
Antibióticos não são indicados, já que a doença é viral. Também não há recomendação rotineira para uso de corticoides ou xaropes para tosse em casos simples.
Em situações mais graves — como dificuldade para respirar — pode ser necessária internação hospitalar, como ocorreu com a filha da influenciadora.
Como prevenir a bronquiolite
A prevenção é fundamental, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios. As principais medidas incluem:
- manter a amamentação
- evitar contato com pessoas gripadas
- higienizar as mãos com frequência
- evitar ambientes fechados e aglomerações
- não expor a criança ao fumo
Para grupos de risco, existem formas de prevenção específicas, como anticorpos monoclonais (ex: palivizumabe e nirsevimabe), indicados conforme avaliação médica.
Quando procurar ajuda
Pais e responsáveis devem ficar atentos a qualquer sinal de piora respiratória. Dificuldade para respirar, recusa alimentar e cansaço extremo são indicativos de que a criança precisa de atendimento imediato.
O caso de Eloáh reforça a importância de reconhecer rapidamente os sintomas e buscar assistência. Embora comum, a bronquiolite pode evoluir de forma rápida em bebês — exigindo vigilância e cuidados precoces.

