Saúde

PF e Anvisa combatem venda ilegal de canetas e remédios para emagrecer

As ações miram medicamentos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida

Da redação
DA REDAÇÃO

07/04/2026 • 12:06 • Atualizado em 07/04/2026 • 12:06

Polícia Federal

Polícia Federal

PF/Divulgação

Resumo

Operação Heavy Pen, realizada pela Polícia Federal e Anvisa, combate a entrada irregular, produção clandestina, falsificação e venda ilegal de medicamentos emagrecedores, com foco em substâncias como semaglutida, tirzepatida e retatrutida, atingindo laboratórios, clínicas e empresas fora das normas.

Mandados de busca, fiscalizações em 11 estados e investigações sobre crimes como falsificação e contrabando visam desarticular grupos atuantes em toda a cadeia ilícita, com destaque para aumento nas apreensões, que passaram de 609 unidades em 2024 para 60.787 em 2025, totalizando 54.577 apreendidas até março de 2026.

Medidas da Anvisa incluem reforço na fiscalização de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP-1, controle de importação de insumos farmacêuticos ativos e manipulação irregular, com destaque para importação de 130 kg de substâncias no segundo semestre de 2025, volume suficiente para 25 milhões de doses.

A Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deflagraram nesta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen, com o objetivo de combater a entrada irregular, a produção clandestina, a falsificação e a comercialização ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos voltados ao emagrecimento.

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Segundo a PF, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de 24 ações de fiscalização em estados como Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Em comunicado, a corporação destacou que a operação tem como foco desarticular grupos envolvidos em toda a cadeia ilícita desses produtos, desde a importação fraudulenta até a distribuição e venda irregular de substâncias injetáveis.

As ações também miram medicamentos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados no tratamento da obesidade, além de substâncias relacionadas, como a retatrutida, que ainda não tem autorização para comercialização no Brasil.

Além disso, estão sendo fiscalizados laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam fora das normas sanitárias, seja na produção, fracionamento ou comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.

De acordo com a PF, as práticas investigadas podem configurar crimes como falsificação e venda irregular de medicamentos, além de contrabando.

Números

Dados da corporação apontam um aumento expressivo nas apreensões de medicamentos emagrecedores nos últimos anos. O volume saltou de 609 unidades em 2024 para 60.787 em 2025. Até março de 2026, já foram apreendidas 54.577 unidades.

Fiscalização reforçada

A Anvisa anunciou nesta semana novas medidas para ampliar o controle sanitário sobre medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras.

Entre as ações previstas estão o combate a irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação de substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação.

Segundo a agência, o volume de insumos importados tem sido incompatível com a demanda do mercado nacional. Apenas no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos dessas substâncias — quantidade suficiente para a produção de cerca de 25 milhões de doses.

*Com informações da Agência Brasil.

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