Saúde

Sarampo: sintomas, transmissão e como é feito o tratamento

Bebê de seis meses contraiu a doença após viagem à Bolívia; sarampo é altamente contagioso e prevenível por vacinação

Da redação
DA REDAÇÃO

11/03/2026 • 14:43 • Atualizado em 11/03/2026 • 14:43

Resumo

Confirmação do primeiro caso de sarampo de 2026 em São Paulo ocorreu em uma bebê de seis meses, não vacinada, que esteve na Bolívia, sendo o caso registrado em fevereiro e associado ao aumento global de casos relatado pela Organização Mundial da Saúde.

Caracterização do sarampo destaca que a doença é altamente contagiosa, transmitida pelo ar, com sintomas iniciais semelhantes a infecção respiratória, febre alta, manchas na pele e possibilidade de complicações graves como pneumonia e encefalite, principalmente em crianças e pessoas com imunidade baixa.

Indicação de que não há tratamento antiviral específico, sendo o manejo focado em alívio dos sintomas, hidratação e acompanhamento médico, enquanto a vacinação com a tríplice viral é apontada como a principal forma de prevenção, com reforço da necessidade de manter o calendário vacinal atualizado para evitar novos surtos.

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de sarampo de 2026. A infecção foi confirmada em uma bebê de seis meses que esteve na Bolívia em janeiro deste ano, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

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De acordo com o governo paulista, o caso foi registrado em fevereiro e confirmado por exames laboratoriais. A criança não havia sido vacinada. Em 2025, o estado teve dois casos importados da doença.

O registro ocorre em meio a um alerta internacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou em fevereiro que os casos de sarampo nas Américas cresceram 32 vezes entre 2024 e 2025.

Diante desse cenário, autoridades sanitárias reforçam a importância da vacinação para evitar novos casos da doença, considerada uma das mais contagiosas do mundo.

O que é o sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Morbillivirus. A transmissão ocorre principalmente pelo ar, por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar.

O vírus pode permanecer suspenso no ambiente por até duas horas, o que facilita a disseminação, especialmente em locais fechados e com grande circulação de pessoas.

Por causa da alta transmissibilidade, uma pessoa infectada pode contaminar várias outras se elas não estiverem imunizadas.

Quais são os sintomas do sarampo

Os primeiros sintomas geralmente aparecem entre 10 e 14 dias após a exposição ao vírus. A doença começa com sinais semelhantes aos de uma infecção respiratória.

Entre os principais sintomas estão:

  • febre alta, geralmente acima de 38,5°C
  • tosse seca persistente
  • coriza
  • conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejantes)
  • manchas brancas na boca chamadas manchas de Koplik
  • erupções vermelhas na pele (exantema)

As manchas na pele normalmente surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham para o restante do corpo.

Complicações do sarampo

Apesar de muitas vezes ser associado à infância, o sarampo pode causar complicações graves, principalmente em crianças pequenas, pessoas desnutridas ou com baixa imunidade.

Entre as complicações mais comuns estão:

  • pneumonia
  • infecções de ouvido
  • desidratação
  • encefalite (inflamação do cérebro)

A pneumonia é considerada a principal causa de morte associada ao sarampo em crianças.

Existe tratamento para sarampo?

Não existe um medicamento antiviral específico para curar o sarampo. O tratamento é voltado para aliviar os sintomas e evitar complicações.

As principais medidas incluem:

  • repouso
  • hidratação adequada
  • controle da febre
  • acompanhamento médico

A Organização Mundial da Saúde recomenda ainda a administração de vitamina A em crianças diagnosticadas com a doença, medida que pode reduzir o risco de complicações graves e mortalidade.

Vacina é a principal forma de prevenção

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo. No Brasil, a proteção é feita com a vacina tríplice viral, que também previne caxumba e rubéola.

Segundo o Calendário Nacional de Vacinação, o esquema recomendado é:

  • 1ª dose: aos 12 meses de idade
  • 2ª dose: aos 15 meses

Pessoas entre 5 e 29 anos que não têm comprovante de vacinação devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Já adultos de 30 a 59 anos devem tomar uma dose.

Autoridades de saúde reforçam que manter a carteira de vacinação atualizada é a principal estratégia para evitar novos surtos da doença.

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