Saúde

Sinusite infantil: por que a tosse noturna é o maior sinal de alerta?

Pais devem observar tosse persistente, secreção nasal e irritabilidade; antibiótico é indicado para casos mais graves

Da redação
DA REDAÇÃO

11/07/2026 • 10:00 • Atualizado em 11/07/2026 • 10:00

Sinusite infantil: por que a tosse noturna é o maior sinal de alerta?

Sinusite infantil: por que a tosse noturna é o maior sinal de alerta?

Tony Winston\Agência Brasília

Pediatras alertam que a tosse noturna persistente pode ser o principal sinal de rinossinusite em crianças e deve chamar a atenção dos pais durante todo o ano, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

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A tosse e a irritabilidade como sinais principais

Identificar a rinossinusite em crianças é um desafio porque o quadro costuma ser diferente do observado em adultos. Enquanto os mais velhos relatam dor ou pressão facial e perda de olfato, os pequenos, sobretudo em idade pré-escolar, raramente conseguem descrever esses incômodos.

No diagnóstico pediátrico, a alteração de olfato perde importância e dá lugar à tosse como sintoma-chave. Segundo especialistas, o principal sinal de alerta é a tosse persistente, principalmente à noite, muitas vezes associada a secreção nasal purulenta, obstrução nasal e irritabilidade.

Nos primeiros dias de infecção, é comum a criança apresentar febre, sono agitado e maior irritação, evoluindo depois para coriza, tosse e queda do apetite.

Pais e cuidadores devem observar a duração dos sintomas e buscar avaliação médica se o quadro se prolongar ou piorar.

Raio-X não é o melhor caminho para o diagnóstico

Muitos pais acreditam que exames de imagem são indispensáveis para confirmar a sinusite, mas médicos explicam que o diagnóstico de rinossinusite infantil é essencialmente clínico e não deve se basear em radiografias simples.

Infecções virais comuns, como resfriados, inflamam os seios da face e provocam acúmulo de secreções, o que pode aparecer como opacificação no exame. Esse achado é inespecífico e aparece em diversas situações, o que torna o raio-X pouco útil na prática.

Por isso, especialistas consideram o exame desnecessário na rotina. Métodos mais detalhados, como a tomografia, ficam restritos a casos que não melhoram com o tratamento adequado ou quando há suspeita de complicações.

Adenoide ou sinusite? O desafio das doenças infantis

Outro ponto que confunde pais e até profissionais é a diferença entre sinusite e adenoidite aguda, inflamação da adenoide. As duas condições compartilham sinais e sintomas muito semelhantes, como congestão nasal crônica, secreção posterior escorrendo pela garganta e tosse.

Em muitos pacientes, as doenças podem inclusive ocorrer juntas, o que dificulta ainda mais a distinção exata. Na prática, médicos explicam que essa diferenciação nem sempre é fundamental no início, já que o tratamento de base costuma ser semelhante.

Especialistas reforçam que boa parte das rinossinusites bacterianas na infância é autolimitada e melhora espontaneamente.

Em muitos casos, a melhor conduta inicial é acompanhar de perto, controlando febre, tosse e desconforto, e reservar antibióticos apenas para quadros moderados ou graves, ou para crianças com outras doenças, como asma, que podem se agravar com a infecção.

A orientação é que os pais não usem antibióticos por conta própria e procurem o pediatra sempre que houver dúvida sobre a intensidade ou a duração dos sintomas.

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