
Jonathan Ernst/Reuters
Resumo
Revelação de teoria sem respaldo científico sobre refrigerante diet como prevenção ao câncer foi feita pelo médico Mehmet Oz, após conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante participação em podcast apresentado por Donald Trump Jr.
Justificativas do presidente para o consumo frequente de refrigerantes incluem argumentos como a capacidade da bebida de matar grama e, portanto, supostamente células cancerígenas, além de preferir alimentos ultraprocessados por considerar grandes redes mais seguras.
Posicionamento de especialistas e do médico da Casa Branca destaca ausência de evidências científicas sobre benefício dos refrigerantes contra o câncer, alerta para riscos à saúde do consumo excessivo e informa que Trump está em “excelente estado de saúde”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que o consumo de refrigerante diet pode ajudar a combater o câncer — uma teoria sem respaldo científico, segundo especialistas. A afirmação foi revelada pelo médico Mehmet Oz durante participação em um podcast.
Em entrevista ao programa apresentado por Donald Trump Jr., Oz contou que o presidente justificou o consumo frequente da bebida com um raciocínio incomum. “Seu pai argumenta que refrigerante diet é bom para ele porque mata grama quando é derramado. Portanto, deve matar células cancerígenas dentro do corpo”, relatou o médico.
Oz também descreveu um encontro recente com o presidente a bordo do Air Force One. Segundo ele, Trump tinha um refrigerante de laranja sobre a mesa. “Eu entro porque ele queria conversar sobre algo, e ele está com um refrigerante laranja na mesa. Uma Fanta. E eu digo: ‘Você está brincando?’”, contou.
De acordo com o médico, Trump reagiu com um sorriso e respondeu: “Você sabe, isso aqui é bom para mim. Mata células cancerígenas”. O presidente também teria defendido a bebida afirmando que seria “espremida na hora”, questionando: “quão ruim isso poderia ser para você?”.
O filho mais velho do presidente saiu em defesa do pai, sugerindo que ele poderia ter razão. “Conheço muitas pessoas perto dos 80 anos e poucas têm o nível de energia, memória e resistência dele”, disse. Ainda assim, reconheceu que não recomenda a adoção desse hábito alimentar.
A relação de Trump com refrigerantes é antiga. Durante seu primeiro mandato, ele instalou um botão na mesa do Salão Oval para pedir Diet Coke a qualquer momento — mecanismo que teria sido reinstalado após seu retorno à presidência, em janeiro de 2025.
Segundo Oz, a preferência do presidente por alimentos ultraprocessados também está ligada à percepção de segurança. “Ele não quer ficar doente, então come junk food, mas de grandes redes, porque elas têm controle de qualidade”, afirmou.
As declarações surgem em meio a debates sobre a saúde do presidente, que já foi questionada por especialistas e críticos nos últimos meses. Apesar disso, o médico da Casa Branca afirma que Trump está em “excelente estado de saúde” e apto para exercer suas funções.
Até o momento, não há qualquer evidência científica que comprove que refrigerantes — diet ou convencionais — tenham efeito no combate ao câncer. Pelo contrário, especialistas alertam que o consumo excessivo dessas bebidas pode trazer riscos à saúde.

