Saúde

9 em cada 10 lares reduziram consumo de alimentos com canetas emagrecedoras

Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra queda em gastos com alimentação, pedidos de delivery e ida a restaurantes entre famílias com usuários do medicamento

Da redação
DA REDAÇÃO

06/04/2026 • 14:25 • Atualizado em 06/04/2026 • 14:25

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Resumo

Pesquisa nacional do Instituto Locomotiva revela que 95% dos lares com usuários de canetas emagrecedoras reduziram o consumo de ao menos uma categoria de alimentos ou bebidas, com destaque para doces, snacks, bebidas açucaradas, massas e alimentos ultraprocessados.

Dados mostram impacto nas rotinas alimentares e de consumo, incluindo diminuição da frequência em restaurantes (47%) e pedidos de delivery ou fast food (56%), além de aumento no consumo de proteínas magras, frutas, vegetais, alimentos integrais e água ou chás sem açúcar em 40% dos domicílios.

Levantamento realizado entre 3 e 9 de fevereiro de 2026 com 1.004 entrevistados indica ampla percepção da mudança alimentar, afetando padrões de compra, organização da alimentação e setores como supermercados, restaurantes e indústria de alimentos.

O avanço do uso de canetas emagrecedoras no Brasil já começa a impactar diretamente os hábitos de consumo das famílias. Pesquisa nacional do Instituto Locomotiva aponta que 95% dos lares com usuários desses medicamentos reduziram o consumo de pelo menos uma categoria de alimentos ou bebidas.

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Os dados indicam que o fenômeno, inicialmente associado à perda de peso e ao debate médico, passa a influenciar também o comportamento de compra e a rotina alimentar. Entre os itens com maior queda de consumo estão doces, snacks e salgadinhos (70%), bebidas açucaradas (50%), massas e outros carboidratos (47%), bebidas alcoólicas (45%) e alimentos ultraprocessados (42%).

Além da mudança na escolha dos alimentos, a pesquisa mostra impacto nos hábitos fora de casa. Entre os domicílios com usuários das canetas, 47% registraram redução na frequência em restaurantes, enquanto 56% diminuíram pedidos de delivery e fast food. Um dos principais fatores apontados é a redução do apetite: em oito a cada dez lares com usuários, houve percepção de menor fome após o início do uso dos medicamentos.

Ao mesmo tempo, parte das famílias passou a priorizar alimentos considerados mais saudáveis. Cerca de 40% dos domicílios registraram aumento no consumo de ao menos uma categoria, com destaque para proteínas magras (30%), frutas e vegetais (26%), alimentos integrais (25%) e água ou chás sem açúcar (22%).

A percepção sobre essa mudança também é ampla. Entre os brasileiros que conhecem as canetas emagrecedoras, 93% acreditam que esses medicamentos estão alterando a forma como as pessoas se alimentam no dia a dia, sendo que 40% avaliam essa transformação como intensa.

Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, os dados mostram que o impacto vai além do uso individual. Segundo ele, há uma mudança concreta no padrão de consumo, com redução de produtos ultraprocessados e de conveniência, além de possíveis reflexos nos gastos das famílias.

O levantamento também aponta que setores como supermercados, atacarejo, restaurantes e a indústria de alimentos devem acompanhar essas transformações, que indicam alterações na frequência de compra e na organização da alimentação cotidiana.

A pesquisa foi realizada entre 3 e 9 de fevereiro de 2026, com 1.004 entrevistados em todo o país, por meio de questionário digital. A amostra foi ajustada com base em critérios como região, gênero, idade e renda, seguindo dados da PNAD do IBGE.

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