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Agropecuária tem saldo positivo de empregos no 1º tri do ano, aponta Caged

Setor acumula criação de 14,7 mil postos de trabalho entre janeiro e março, apesar do recuo sazonal no último mês devido ao fim da colheita em diversas regiões

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 15:30 • Atualizado em 29/04/2026 • 15:30

Fim da safra provoca fechamento de 18 mil vagas, mas saldo no trimestre é positivo

Fim da safra provoca fechamento de 18 mil vagas, mas saldo no trimestre é positivo

Wenderson Araújo/CNA

Apesar da desaceleração sazonal registrada no mês de março, o setor agropecuário brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um balanço positivo na geração de empregos formais. Segundo dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o setor acumula um saldo de 14.752 novos postos de trabalho entre janeiro e março.

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No acumulado dos três primeiros meses do ano, a agropecuária contribuiu para o saldo total do país, que atingiu 613.373 vagas abertas no período. O resultado positivo do trimestre foi sustentado, principalmente, pelas contratações robustas ocorridas nos meses de janeiro e fevereiro, que compensaram a retração cíclica observada agora em março.

No recorte mensal de março, a agropecuária registrou o fechamento de 18.096 vagas. O setor foi o único dos cinco grandes agrupamentos econômicos a apresentar saldo negativo no mês, um movimento que especialistas e o próprio Ministério atribuem a fatores climáticos e ao calendário agrícola. "A queda em março é um fenômeno esperado para este período do ano, refletindo a desmobilização de mão de obra após o pico da colheita da safra de verão, especialmente da soja em importantes regiões produtoras, e o intervalo entre ciclos de culturas temporárias", explica a nota técnica.

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