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Queimadas no campo avançam e causam prejuízos a produtores em cinco estados

Seca e ventos fortes agravam focos de incêndio em lavouras de Mato Grosso, Goiás e outras regiões do país, gerando perdas e alerta ambiental

Da redação
DA REDAÇÃO

13/08/2026 • 11:35 • Atualizado em 13/08/2026 • 11:35

O aumento dos riscos e alertas de focos de incêndio florestais e em áreas agrícolas volta a mobilizar produtores rurais em diversos estados brasileiros. O período severo de seca, somado a condições climáticas extremas, intensifica a propagação das chamas sobre as lavouras do país, gerando prejuízos econômicos e graves ameaças à segurança e ao meio ambiente.

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De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o mapeamento de focos de incêndio registrados mostra situação crítica em diversas regiões. O estado de Mato Grosso lidera o registro com 290 focos de incêndio. Na sequência, aparecem a Bahia, com 111 focos, e Goiás, que contabiliza 108 ocorrências. O levantamento do órgão aponta ainda que o Tocantins registra 106 focos e o Pará soma 104 pontos de queimada.

Na prática, o impacto atinge diretamente as propriedades rurais. Em Mineiros, no interior de Goiás, a produtora rural Cristiane Stimets relata o avanço do fogo até a divisa de sua propriedade e o alcance das chamas sobre a lavoura de milho safrinha em pé.

Diferente de anos anteriores, em que o fogo se restringia à palhada do solo, o incêndio atual consome a plantação ainda no campo, com a força dos ventos dificultando a contenção das chamas pelos trabalhadores.

A situação exige rápida mobilização entre vizinhos para tentar barrar o fogo, além de acender um alerta de segurança viária. A fumaça densa gerada pelas queimadas atinge rodovias próximas às fazendas, como trechos da BR, aumentando o perigo de acidentes de trânsito devido à baixa visibilidade.

Riscos ambientais e recomendações do INPE

O combate direto ao fogo representa alta periculosidade e não deve ser realizado por pessoas sem o devido preparo. Em análise sobre a situação, Liana Anderson, pesquisadora do INPE, reforça a necessidade de estruturação e treinamento de brigadas de incêndio privadas e voluntárias nas propriedades rurais para o enfrentamento adequado das emergências.

Além das perdas financeiras no agronegócio, o avanço das queimadas acarreta danos significativos à saúde pública e ao meio ambiente. A poluição do ar gerada pela fumaça afeta populações locais, enquanto a queimada da vegetação contribui ativamente para a emissão de gases do efeito estufa.

A incidência de fenômenos como o El Niño agrava esse cenário ao favorecer períodos prolongados de tempo seco e ondas de calor. Embora as condições meteorológicas não possam ser controladas, especialistas enfatizam que o ponto de ignição do fogo pode ser prevenido.

Ações conscientes de toda a sociedade, como evitar o descarte incorreto de bitucas de cigarro em margens de rodovias, são fundamentais para conter o surgimento de novos focos de incêndio.