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Anvisa aponta resultado positivo no controle de resíduos em alimentos

Programa de análise da agência indica que 79,4% das amostras foram consideradas satisfatórias; risco crônico à saúde do consumidor é descartado

Da redação
DA REDAÇÃO

24/12/2025 • 09:06 • Atualizado em 24/12/2025 • 09:06

Relatório de análise mostrou menos toxicidade em alimentos

Relatório de análise mostrou menos toxicidade em alimentos

Wenderson Araujo/Trilux/CNA

Resumo

Divulgação dos resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) pela Anvisa mostrou desempenho recorde na segurança alimentar, com 79,4% das 3.084 amostras de alimentos consideradas satisfatórias, indicando ausência de risco crônico à saúde do consumidor.

Redução de 5% nas amostras insatisfatórias em comparação ao ciclo anterior foi registrada mesmo com maior rigor na fiscalização, sendo que a maioria das inconformidades detectadas é de ordem regulatória, como a presença de resíduos permitidos em culturas sem registro específico, sem ligação com riscos imediatos à saúde.

Modernização da agricultura, adoção de boas práticas e capacitação técnica dos produtores, promovidas por entidades como o Sindiveg, foram apontadas como fatores essenciais para a melhoria dos índices, com destaque para treinamentos gratuitos e certificação visando o uso correto de defensivos e a conformidade com normas da Anvisa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um marco importante para a segurança alimentar e para o agronegócio brasileiro: os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) apresentaram o melhor desempenho já registrado desde o início da série histórica, iniciada em 2017. Segundo o levantamento, os alimentos que chegam à mesa do consumidor não oferecem risco crônico à saúde.

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Do total de 3.084 amostras de alimentos avaliadas pelo órgão regulador, 79,4% foram consideradas satisfatórias. Este é o maior índice de conformidade já alcançado pelo programa. O resultado reforça a qualidade da produção nacional e a eficiência dos processos de fiscalização e aplicação de insumos no campo.

Entenda os números da segurança alimentar

O levantamento da Anvisa trouxe outro dado relevante para o setor produtivo. Houve uma redução de 5% no número de amostras consideradas insatisfatórias em comparação ao ciclo anterior. Essa melhora nos índices ocorreu mesmo diante de um cenário de maior rigor na fiscalização, com o aumento da quantidade de ingredientes ativos monitorados pela agência.

De acordo com a Anvisa, as inconformidades identificadas não estão necessariamente ligadas a perigos iminentes à saúde. Grande parte das inadequações é de ordem regulatória ou burocrática. Um exemplo comum é a presença de resíduos de defensivos agrícolas que são autorizados para uso no Brasil, mas que não possuem registro específico para aquela cultura (o chamado minor crop), embora sejam seguros para outras similares.

Boas práticas no campo impulsionam resultados

Para o setor produtivo, os números positivos são reflexo direto da modernização da agricultura brasileira. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) avalia que o recorde histórico do PARA é resultado da evolução das boas práticas agrícolas "dentro da porteira". Segundo a entidade, o uso mais racional das tecnologias de proteção de cultivos e o fortalecimento do diálogo técnico entre produtores rurais, indústria e órgãos reguladores foram decisivos para este cenário.

A análise do Sindiveg aponta que a conscientização do produtor sobre o respeito aos períodos de carência (tempo entre a aplicação do produto e a colheita) e as dosagens corretas tem aumentado significativamente.

Capacitação é chave para manter a qualidade

O avanço dos indicadores de segurança reforça a importância da educação no campo. A orientação técnica e a capacitação dos profissionais rurais são apontadas como pilares fundamentais para a manutenção da segurança alimentar.

Dentro desse contexto de incentivo à conformidade, o Sindiveg mantém uma plataforma gratuita de treinamentos online. O foco é atingir agricultores, aplicadores de defensivos, apicultores e demais elos da cadeia produtiva.

Os cursos disponíveis abordam temas essenciais para a rotina da fazenda, tais como:

  • Uso correto e seguro de defensivos agrícolas;
  • Tecnologia de aplicação para evitar desperdícios e derivas;
  • Boas práticas e sustentabilidade.

Ao todo, são mais de 90 horas de conteúdo com certificação. Os interessados em aprimorar as técnicas de manejo e garantir a conformidade com as normas da Anvisa podem acessar os treinamentos através do site oficial da entidade (sindiveg.org.br).