
Rótulos de bebidas trazem detalhes essenciais para evitar um 'golpe'
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Uma pesquisa do Núcleo de Pesquisa e Estatística da Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo) apontou que 36% das bebidas comercializadas no Brasil eram fraudadas, falsificadas ou contrabandeadas. A pesquisa foi feita neste ano e ainda aponta que, entre as bebidas mais falsificadas estão as vodcas e os vinhos. Com a aproximação das festas de fim de ano, o consumo de bebidas no Brasil aumenta e, por isso, especialistas alertam para o perigo de comprar bebidas falsificadas.
O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis) está intensificando a campanha Vinho Legal, uma ação para orientar consumidores sobre vinhos de procedência garantida. A iniciativa reforça importância de verificar as principais informações nos rótulos e contrarrótulos de vinhos brasileiros e importados, evitando riscos à saúde e prejuízos ao setor vitivinícola
O que observar nos rótulos e contrarrótulos
No caso de vinhos brasileiros, o rótulo deve conter marca comercial, denominação do produto e indicação da graduação alcoólica. Já o contrarrótulo precisa apresentar o nome empresarial e endereço do produtor ou fabricante, o número de registro do produto no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a indicação dos ingredientes, a identificação do lote, o responsável técnico e a expressão “Indústria Brasileira” por extenso.
Para vinhos importados, o rótulo pode estar em língua estrangeira, desde que traga a marca comercial, a denominação do produto e a graduação alcoólica. O contrarrótulo, no entanto, deve estar traduzido para o português e conter o registro do importador no Mapa, a identificação do país de origem (por exemplo, “Produto da Argentina”), a razão social e o endereço do estabelecimento produtor ou fabricante estrangeiro, além da inscrição “Importado por (razão social, endereço e CNPJ)” e a identificação do lote.
Por que a atenção aos detalhes importa?
A presença dessas informações é o que assegura que o vinho foi produzido, armazenado e comercializado dentro das normas legais e sanitárias, garantindo sua qualidade e segurança. A ausência de dados obrigatórios, por outro lado, pode indicar produto irregular ou sem procedência, o que coloca em risco o consumidor e gera prejuízos ao setor vitivinícola formal.
“Consumir vinho legal é uma escolha que beneficia toda a cadeia produtiva. Quando o consumidor verifica o rótulo, ele está ajudando a combater a informalidade e a valorizar o trabalho de quem atua corretamente”, destaca o presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebellatto.

