
Greening avança no Cinturão Citrícola e provoca redução na safra de laranjas
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Resumo
Greening afeta 47% dos pomares no Cinturão Citrícola brasileiro, impactando a produção de laranjas em São Paulo e Triângulo Mineiro. A doença resultou em 100 milhões de árvores contaminadas de um total de 209 milhões, com uma produção estimada de 306,7 milhões de caixas nesta safra.
Impacto da doença inclui aumento da taxa de queda de frutos e redução do potencial produtivo das árvores. O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, destaca que a severidade do greening subiu, contribuindo para uma queda na produção estimada em 2,5% em relação ao início da safra.
Clima influencia a colheita, com precipitação 33% abaixo da média histórica no Cinturão Citrícola, afetando a umidade do solo e retardando a colheita de laranjas, que até meados de agosto alcançou apenas 25% da safra.
O greening, doença que atinge pomares citrícolas em todo o mundo, já contaminou 47% da produção de laranjas na região do Cinturão Citrícola brasileiro (São Paulo e Triângulo Mineiro). De acordo com o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), são 100 milhões de árvores contaminadas, de um total de 209 milhões de pés de laranja cultivados na safra 2025/2026. A produção foi estimada em 306,7 milhões de caixas de 40,8 kgs. A projeção foi divulgada pelo Fundecitrus nesta quarta-feira (10) e representa uma redução de 2,5% em relação à estimativa apresentada no início da safra.
A doença exige a extinção de árvores de laranja, pois provoca a queda de frutos e as plantas se tornam vetores de contaminação. De acordo com o Fundecitrus, no Cinturão Citrícola a média de queda de frutos está em 22%, um índice mais intenso do que os registrados nas outras regiões do Brasil com alta incidência de greening.
O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, recorda que a severidade média do greening no cinturão citrícola, de acordo com o levantamento anual produzido pela instituição, subiu de 19% em 2024 para 22,7% em 2025, reduzindo em cerca de 35% seu potencial produtivo. “Esse aumento significativo da severidade dos sintomas nas árvores tem impacto direto no aumento da taxa de queda prematura da fruta, sendo o fator determinante para a redução da safra nesta primeira reestimativa”, analisa Ayres.
De acordo com o Fundecitrus, baseado em dados da Climatempo Meteorologia, a precipitação média acumulada no cinturão citrícola entre os meses de maio a agosto de 2025 foi de 94 milímetros, 33% a menos do que a média histórica (1991-2020). Apenas a região de São José do Rio Preto teve precipitação acima do histórico (21%). No entanto, as chuvas ocorridas entre abril e junho garantiram umidade suficiente no solo.
Colheita da safra de laranja
Até meados de agosto, apenas 25% da safra atual havia sido colhida, um ritmo significativamente mais lento do que o verificado na safra anterior, que já estava em torno de 50% nesse período. A colheita das variedades precoces Hamlin, Westin e Rubi chegou a 68%, enquanto a das outras precoces alcançou 75%. A colheita da Pera atingiu 17%. Em relação a variedades tardias, as colheitas da Valência e Folha Murcha somam 1% e a da Natal, 2%.
A colheita mais tardia desta safra está relacionada com a elevada concentração de frutos da segunda florada e à priorização da colheita no ponto ideal de maturação para obtenção de suco de melhor qualidade. Com isso, observa-se um aumento na taxa de queda prematura de frutos, sobretudo em árvores afetadas pelo greening e submetidas a maior déficit hídrico e temperaturas mais amenas no inverno.
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