Agroband

Border collie se torna aliado no pastoreio de rebanhos em fazendas

Com comportamento silencioso, raça reduz estresse do rebanho e consegue realizar o trabalho equivalente ao de dois peões no campo

Da redação
DA REDAÇÃO

29/05/2026 • 12:29 • Atualizado em 29/05/2026 • 12:29

O cão da raça border collie consolida-se como um aliado fundamental para a pecuária no interior de São Paulo, auxiliando produtores a enfrentarem a escassez de mão de obra qualificada no campo. Em propriedades rurais como a cabanha de Pirapozinho, os animais são utilizados diariamente para conduzir rebanhos de ovelhas com precisão e eficiência.

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A utilização desses cães vai além da companhia, desempenhando um papel estratégico no manejo. O setor produtivo identifica na raça uma solução para otimizar processos, já que o desempenho de um único animal bem treinado pode equivaler ao trabalho de duas pessoas.

Uma das principais vantagens técnicas do border collie no agronegócio é o seu comportamento silencioso durante o trabalho. Ao contrário de outras raças, ele conduz o rebanho quase sem latidos, o que é essencial para o bem-estar animal.

Essa característica contribui diretamente para a redução do estresse das ovelhas e do gado. O manejo tranquilo evita acidentes e mantém os animais calmos, preservando a qualidade da produção e facilitando a rotina do produtor rural.

Originário da fronteira entre a Escócia e a Inglaterra, o border collie possui características genéticas moldadas para o pastoreio. A raça apresenta reflexos impressionantes, grande capacidade de concentração e movimentos rápidos, o que permite o controle do rebanho mesmo em extensas áreas abertas.

Treinamento e obediência ao instinto

Para que o cão desempenhe suas funções com a precisão exigida pela pecuária, o investimento em adestramento é indispensável. O processo exige dedicação, paciência e repetição por vários meses até que a parceria entre o homem e o animal esteja afinada.

Especialistas e produtores recomendam que o treinamento técnico comece cedo. "É necessário obedecer ao instinto deste animal. Na hora de escolher, o ideal é que ele seja adestrado a partir dos seis meses de idade", explica um dos produtores entrevistados pelo AgroBand.

A adaptação entre o cão e o rebanho ocorre de forma gradual, priorizando sempre o respeito e o controle dos movimentos. Esse equilíbrio entre o instinto natural do cão e os comandos do adestrador garante que o serviço seja feito sem ferir os animais conduzidos.

O cão como ferramenta de trabalho

O uso de tecnologias e novas metodologias no campo inclui, cada vez mais, a integração de animais especializados para suprir lacunas operacionais. O border collie mostra inteligência e disciplina, tornando-se uma ferramenta de trabalho viva e altamente eficaz.

Diante de um cenário onde encontrar trabalhadores dispostos e capacitados para o manejo braçal é um desafio, o cão surge como uma alternativa de baixo custo relativo e alta produtividade. A parceria milenar entre homem e cão ganha, assim, um contorno econômico e técnico vital para a sustentabilidade de cabanhas e fazendas de criação no Brasil.