
Produção de cevada da Castrolanda é a maior em 7 anos
Imagem gerada por IA
Resumo
A cooperativa Castrolanda registrou a maior safra de cevada em sete anos, alcançando mais de 20 mil toneladas produzidas em 2025, impulsionada pela introdução da cultivar Princesa e representando recuperação após quebra em 2024.
Aumento da área plantada, salto de produtividade e ganhos técnicos garantiram crescimento de 94,3% no volume de grãos entregues em relação à média dos três anos anteriores, com rendimento 3,5% acima da média regional e destaque para produtores como Luís Fernando Ferreira Mainardes.
Sucesso da safra foi resultado de manejo técnico rigoroso, vantagens sanitárias da cevada e atendimento ao padrão cervejeiro em mais de 95% da produção, favorecendo mercado local e perspectivas de expansão devido à atuação da Maltaria Campos Gerais e demanda da indústria.
A cooperativa Castrolanda registrou a maior safra de cevada dos últimos sete anos, superando a marca de 20 mil toneladas produzidas no ciclo de 2025. O resultado representa uma recuperação robusta para a cultura na região dos Campos Gerais, no Paraná, após a quebra registrada em 2024. O crescimento foi impulsionado, principalmente, pela introdução da nova cultivar Princesa, que garantiu ganhos técnicos e maior segurança aos produtores, resultando em uma produtividade média superior aos índices da região Sul do país.
Salto na produtividade
O desempenho no campo reflete a assertividade na escolha genética e no manejo. Na safra 2025, a Castrolanda dedicou 5.513 hectares ao cultivo do cereal, a maior área dos últimos cinco anos. O volume líquido colhido foi 4,5 vezes superior ao da safra anterior. Quando comparada à média dos últimos três anos, a quantidade de grãos entregue pelos cooperados cresceu 94,3%.
Em termos de rendimento por hectare, a cooperativa ficou 3,5% acima da média da região Sul, que foi estimada em 4.345 quilos por hectare pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em dezembro de 2025.
Tecnologia no campo
Um exemplo prático dessa evolução vem de Piraí do Sul (PR). O produtor Luís Fernando Ferreira Mainardes, cooperado da Castrolanda, viu sua produção saltar significativamente com a troca de variedade. Na safra anterior, a produtividade média de sua lavoura foi de 3.500 quilos por hectare. Já em 2025, utilizando a cultivar Princesa, o rendimento atingiu 6.115 quilos por hectare. "Vi diferença, achei que a Princesa se saiu melhor nos testes. O arranque dela foi sensacional, veio bonito", avalia o produtor, destacando que a taxa de germinação em sua propriedade superou os 95%.
Além do ganho financeiro com o grão, Mainardes utiliza a lavoura de forma estratégica para a pecuária leiteira. A palhada que sobra da colheita é transformada em feno para alimentar o rebanho, otimizando os recursos da propriedade.
Manejo e sanidade
O sucesso da safra também passa pelo acompanhamento técnico rigoroso. Segundo o engenheiro agrônomo Athan Dimitri Volaco, a cevada apresenta vantagens sanitárias em relação ao trigo na fase de crescimento da planta (vegetativa), sendo mais resistente a doenças como o oídio — um fungo que ataca as folhas e prejudica a fotossíntese.
No entanto, o especialista alerta que a atenção deve ser redobrada na fase reprodutiva (formação do grão) para evitar a presença de micotoxinas, substâncias tóxicas produzidas por fungos que podem inviabilizar o uso do grão para a indústria de bebidas.
"A cultivar Princesa permite levar a cultura de forma mais tranquila na fase vegetativa e, quando chega na reprodutiva, entramos com os produtos mais específicos", explica Volaco.
Mercado cervejeiro aquecido
A qualidade do grão colhido é fundamental para atender à demanda da indústria. Mais de 95% da safra da Castrolanda foi classificada dentro do padrão cervejeiro, o que garante melhor remuneração ao produtor.
Esse cenário é fortalecido pela atuação da Maltaria Campos Gerais, projeto intercooperativo do qual a Castrolanda faz parte. A indústria amplia a demanda por cevada de alta qualidade na região, oferecendo previsibilidade de venda para quem planta.
Para Tatiane de Oliveira Bugallo, gerente executiva de Negócios Agrícolas, o resultado valida o nível tecnológico aplicado. "Para as próximas safras, a perspectiva é de crescimento da área cultivada, impulsionada pela boa performance recente e pela demanda consistente da indústria", projeta a executiva.
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