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Clima instável afeta a safra de café e produto pode ficar mais caro

Produtores estão perdendo lavouras por causa do clima; chuvas atrasam a atual colheita e o El Niño ameaça a próxima safra

Da redação
DA REDAÇÃO

09/07/2026 • 10:35 • Atualizado em 09/07/2026 • 10:35

O preço do café voltou a ser destaque no mercado internacional após uma alta expressiva de 16% em um único dia na bolsa de Nova Iorque. A valorização reflete as condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras e a redução dos estoques mundiais. No Brasil, a saca de café arábica está sendo negociada cerca de 30% acima do valor registrado há um mês.

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As chuvas recentes atrasaram a colheita no país, e a expectativa é que esse impacto chegue ao consumidor nos próximos meses. A tendência é de que os preços subam entre agosto e setembro, à medida que o repasse do aumento ao mercado interno for realizado. O mercado reage não apenas ao que está sendo colhido atualmente, mas também à expectativa sobre possíveis efeitos climáticos adversos no segundo semestre do ano.

O fenômeno El Niño é apontado como um dos principais fatores de preocupação para o setor. A tendência é que o segundo semestre seja seco, podendo causar déficit hídrico no solo das regiões produtoras e afetar a próxima safra. O agricultor que produz cafés na Bahia conta que ele já perdeu três safras por causa do El Niño e instabilidades climáticas nos últimos anos.

No sudoeste da Bahia, em Planalto da Conquista, investimentos em tecnologia têm sido fundamentais para reduzir as perdas provocadas pelo clima. O uso de estufas, por exemplo, permite controlar a umidade e evitar que o café fique exposto ao sereno e à chuva durante a secagem, o que contribui para manter a qualidade do produto.

Comerciantes locais já estão adotando estratégias para minimizar o impacto dos aumentos, como a formação de estoques. A meta é, segundo eles, garantir que o cliente final possa se beneficiar, mesmo diante das oscilações do mercado.

Diante do cenário de estoques reduzidos e incertezas climáticas, os próximos meses exigirão atenção redobrada dos consumidores, produtores e comerciantes. A expectativa é de que o preço do tradicional cafezinho siga em alta, impactando diretamente o bolso do brasileiro.