Resumo
O lançamento da plataforma "Parque Cafeeiro" pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Brasília tem como objetivo monitorar áreas de produção de café e garantir selo sustentável para produtos originados em regiões sem desmatamento, atendendo exigências da União Europeia.
O monitoramento das áreas produtivas assegura ausência de sobreposição com terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação, além de aprimorar a rastreabilidade e fornecimento de dados sobre o café brasileiro, consolidando o país como maior produtor e exportador mundial do grão.
A colheita recorde de soja no Mato Grosso enfrenta gargalos logísticos, com filas de caminhões de até 25 quilômetros na BR-163 em direção ao Porto de Miritituba, falta de infraestrutura básica para caminhoneiros e necessidade de novos armazéns e ampliação da capacidade portuária defendida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) para garantir competitividade do agronegócio nacional.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou, em Brasília, a plataforma "Parque Cafeeiro" para o monitoramento de áreas de produção de café no Brasil. O objetivo da ferramenta é entregar um selo sustentável para produtos produzidos em áreas sem desmatamento, atendendo a exigências da União Europeia.
A plataforma monitora as áreas produtivas para garantir que não haja sobreposição com terras indígenas, territórios quilombolas ou unidades de conservação. O sistema também impacta o fornecimento de dados e a rastreabilidade do café no Brasil, que atualmente é o maior produtor e exportador mundial do grão.
Escoamento de soja enfrenta gargalos logísticos no Mato Grosso
Enquanto a sustentabilidade avança no café, o Mato Grosso, que colhe sua maior safra de soja, enfrenta sérios desafios logísticos. Filas de caminhões com mais de 25 quilômetros foram registradas na BR-163, a caminho do Porto de Miritituba, no Pará, parte integrante do corredor logístico do Arco Norte.
Os caminhoneiros, parados por dias, relatam a falta de infraestrutura básica no trajeto, como a ausência de banheiros e pontos de apoio adequados. A situação reforça a necessidade de melhorias na organização do fluxo e no atendimento aos profissionais do transporte.
Federação defende ampliação de armazéns e capacidade portuária
Diante dos problemas de escoamento, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) defende a criação de novos armazéns no estado. A entidade ressalta que a ampliação da capacidade portuária é fundamental para facilitar a saída da produção recorde desta safra.
A falta de armazenagem na origem obriga o escoamento imediato, o que sobrecarrega as rodovias e os portos nos períodos de pico da colheita. A estratégia de investir em logística e estocagem é vista como vital para manter a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
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