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Exportações de tilápia para os Estados Unidos aumentam antes de nova tarifa

Preços do peixe subiram em maio devido à escassez de oferta no mercado interno; período é de engorda nos tanques de criação

Da redação
DA REDAÇÃO

10/06/2026 • 16:28 • Atualizado em 10/06/2026 • 16:28

Tilápia é o peixe mais produzido no Brasil e deve ser sobretaxado a partir de julho

Tilápia é o peixe mais produzido no Brasil e deve ser sobretaxado a partir de julho

Divulgação/PeixeBR

Com a oferta de peixes ainda restrita no país, os preços da tilápia seguiram em trajetória de alta durante o mês de maio em parte das principais regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas Econômicas Avançadas (Cepea). Por outro lado, o comportamento dos valores não foi uniforme: em algumas praças específicas, os preços registraram recuo, um reflexo direto do enfraquecimento sazonal da demanda, motivado sobretudo pela menor procura por parte dos frigoríficos.

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De acordo com a análise dos pesquisadores do Cepea, a tendência para as próximas semanas aponta para uma mudança gradual no comportamento do mercado interno. A partir de maio, os peixes começam a ganhar peso nas propriedades rurais devido às condições climáticas e ao ciclo produtivo, o que tende a ampliar de forma gradativa a disponibilidade do produto para o comércio nos próximos meses.

Setor registra recorde de exportações

No mercado internacional, a piscicultura brasileira voltada para a produção de tilápia e de seus produtos secundários registrou um desempenho expressivo no último mês. Os embarques ao exterior apresentaram forte aumento em maio, atingindo o maior volume registrado em todo o ano de 2026.

Este resultado também representa o patamar mais elevado de exportações desde junho de 2025, período em que as tarifas alfandegárias dos Estados Unidos – principal destino do peixe brasileiro – ainda não haviam sido implementadas no comércio bilateral.

Alerta para novas barreiras nos Estados Unidos

Apesar do otimismo com o recorde recente nos embarques, o cenário para o comércio exterior exige cautela por parte dos produtores brasileiros. Recentemente, o governo norte-americano anunciou a criação de novas tarifas alfandegárias para a importação do produto.

A previsão oficial das autoridades dos Estados Unidos é que as novas taxas entrem em vigor a partir de julho. Segundo os pesquisadores do Cepea, a implementação dessas barreiras econômicas poderá, novamente, trazer impactos negativos e frear o ritmo de crescimento do setor de pescados no Brasil.

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