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Frango ou boi? Veja qual carne ficou mais barata em janeiro

Levantamento do Cepea mostra que aves ganharam competitividade frente à carne bovina; setor suíno também registra queda nos preços

Da redação
DA REDAÇÃO

30/01/2026 • 12:31 • Atualizado em 30/01/2026 • 12:31

Frango fica mais barato que a carne bovina, mas ainda perde para a carne de porco

Frango fica mais barato que a carne bovina, mas ainda perde para a carne de porco

Freepik

O consumidor encontrou no frango uma alternativa mais econômica em relação à carne bovina durante o mês de janeiro. De acordo com um levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a carne de frango ganhou competitividade frente ao boi, embora tenha perdido um pouco de espaço para a carne suína no atacado da Grande São Paulo.

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Segundo os pesquisadores do Cepea, a desvalorização da carne suína foi ligeiramente mais intensa do que a da carne de frango No caminho oposto, a de boi registrou uma valorização leve, o que aumentou a distância de preços e favoreceu a escolha pela ave no prato dos brasileiros.

O movimento de queda nos preços das carnes de frango e suína é considerado típico para o primeiro mês do ano. Especialistas explicam que a demanda interna tende a enfraquecer em janeiro, devido aos gastos extras das famílias, o que gera uma sobreoferta de produtos no mercado.

Por que os preços variam?

No segmento, a "sobreoferta" indica que há mais produto disponível do que compradores, o que naturalmente pressiona os preços para baixo. Já a "competitividade" é a relação de custo-benefício: quando o frango cai de preço e o boi sobe, o frango torna-se a opção mais competitiva.

Para a proteína bovina, as altas registradas até meados de janeiro garantiram uma média mensal mais elevada. No entanto, o ritmo de negócios diminuiu na última semana do mês, sinalizando uma possível estabilização para o início de fevereiro.

As variações de preço citadas ocorrem no mercado de atacado, que é onde os frigoríficos vendem para os grandes distribuidores e supermercados. Esse setor serve como um termômetro para o que o consumidor encontrará nas gôndolas nos dias seguintes.

Com o orçamento mais apertado no início do ano, a preferência por proteínas mais baratas dita o ritmo do mercado. O setor produtivo agora observa a virada do mês, período em que a entrada dos salários costuma reaquecer o consumo e equilibrar as cotações.

Perspectivas para o produtor

Para o produtor rural, o cenário exige atenção aos custos de produção, especialmente com a ração (milho e soja). Manter a carne competitiva é essencial para garantir o escoamento da produção "da porteira para fora" em meses de consumo tradicionalmente mais baixo.

O monitoramento do Cepea continuará acompanhando se a carne bovina manterá a trajetória de valorização ou se a diminuição no ritmo de negócios forçará uma redução para competir com as proteínas brancas em fevereiro.

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