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Frio e muita chuva: La Niña provoca clima de inverno em novembro

Previsão indica que o mês será chuvoso em várias regiões e haverá frio no Brasil às vésperas do verão

VIVIANE TAGUCHI

30/10/2025 • 14:36 • Atualizado em 30/10/2025 • 14:36

La Niña provoca alterações no clima no Brasil em novembro

La Niña provoca alterações no clima no Brasil em novembro

Reprodução

Resumo

Previsão climática atípica para novembro no Brasil, com mais chuvas e temperaturas variadas, conforme indica o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). São esperadas chuvas acima da média em muitas regiões, enquanto outras terão volumes abaixo do normal.

Variação regional significativa, com o Norte e Nordeste esperando temperaturas acima da média, enquanto o Sudeste e Sul enfrentam previsões de chuvas abaixo da média em áreas específicas. No Centro-Oeste, a previsão é de chuvas abaixo do normal, mas com temperaturas acima da média.

Possíveis impactos agrícolas incluem limitações na semeadura de culturas de sequeiro devido à redução da umidade do solo em algumas regiões, enquanto outras áreas podem ver condições favoráveis para a colheita e semeadura devido ao clima previsto. O INMET alerta para a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas para ajustes nas atividades agrícolas.

Fantando um mês e meio para o início do verão no Hemisfério Sul, o clima em novembro deve ser bastante atípico para todas as regiões do Brasil, com mais chuva e até frio em algumas regiões, como São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), divulgada nesta quinta-feira (30) mostra que em todo o país o período será marcado por chuvas e nenhuma onda de calor, como ocorreu nos últimos dois anos. A previsão indica chuvas para as regiões Sul, Nordeste, Centro-oeste e Norte.

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Veja a previsão por regiões:

Na região Norte, segundo o INMET, são previstos volumes de chuva de até 50 mm acima da média histórica em grande parte do oeste e sudeste do Amazonas, noroeste e sudeste do Pará e norte de Rondônia. Por outro lado, são previstos volumes abaixo da média histórica em todo o Acre, sudoeste do Pará, norte do Amapá, centro-sul de Roraima, centro-leste de Tocantins e sul de Rondônia. Nas demais áreas da região, o prognóstico indica valores próximos à média climatológica de novembro.

Para a Região Nordeste, predomina a previsão de chuva próxima à média histórica em praticamente todos os estados, exceto no centro-leste da Bahia e sul dos estados do Maranhão e Piauí, onde são previstos volumes abaixo da média.

Na Região Centro-Oeste, são previstos volumes de chuva abaixo da média em grande parte do Mato Grosso do Sul e nas porções nordeste e sul do Mato Grosso. De outro modo, prevê-se chuvas próximas e acima da média em grande parte de Goiás, Distrito Federal, além do centro-oeste do Mato Grosso.

Para a Região Sudeste são previstos volumes próximos e acima da média em Minas Gerais, centro-norte do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em contrapartida, prevê-se chuva abaixo da média em praticamente todo o estado de São Paulo.

Para a Região Sul, são previstos acumulados de chuva abaixo da média histórica em grande parte do Paraná, oeste de Santa Catarina e nas porções norte, noroeste, central e sudeste do Rio Grande do Sul. Prevê-se chuva acima da média em uma área isolada no extremo sul de Santa Catarina, enquanto o restante da Região Sul indica volumes próximos à média histórica de novembro.

Calor no norte e frio no sudeste

A previsão indica que as temperaturas devem permanecer acima da média na maior parte do país, com previsão de calor na região Norte, com temperaturas até 1,5 °C acima da média, especialmente no Pará, no oeste do Amazonas e na região central de Roraima, onde as médias podem ser superiores a 28 °C.

Na Região Nordeste, a previsão aponta para temperaturas acima da média em todos os estados, principalmente no sul do Piauí e no leste do Maranhão, onde os desvios podem alcançar até 1 °C acima da média. Nos demais estados, as médias devem ficar até 0,8 °C acima da média. As temperaturas médias na região podem ultrapassar 28 °C. Mesmo em áreas próximas ao litoral, os valores devem permanecer elevados, oscilando entre 23,0 °C e 28,0 °C.

Na Região Centro-Oeste, devem predominar temperaturas médias acima da média para novembro, com maiores desvios em todo o estado do Mato Grosso, noroeste do Mato Grosso do Sul e oeste de Goiás, onde as médias podem superar 26 °C.

Para a Região Sudeste, a previsão indica temperaturas dentro da média em grande parte de Minas Gerais e no leste de São Paulo, com médias variando entre 20 °C e 22 °C. Nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, os desvios tendem a ficar até 1,0 °C abaixo da média, com temperaturas entre 22 °C e 25 °C. Já no oeste de São Paulo, as médias podem ficar até 0,8 °C acima da normal, superando 24 °C.

Na Região Sul, prevê-se temperaturas até 1,0 °C acima da média em grande parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além da região central do Paraná, com médias variando entre 17 °C e 22 °C. Na faixa litorânea da região, as temperaturas devem permanecer próximas da média, com uma pequena área no nordeste de Santa Catarina apresentando desvios de até 0,6 °C abaixo da normal climatológica.Possíveis Impactos nas culturas agrícolas

O prognóstico climático do INMET para novembro de 2025 indica elevação das temperaturas do ar e volumes de chuva abaixo da normalidade no sudoeste do Pará e no MATOPIBA (região que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Essa condição tende a reduzir os níveis de umidade do solo, o que pode limitar o avanço da semeadura das culturas de sequeiro. Já na região do SEALBA ( Sergipe, Alagoas e Bahia), a previsão de chuvas próximas à média devem contribuir para uma boa maturação e colheita do milho terceira safra, garantindo boas condições para a finalização do ciclo produtivo.

Na Região Centro-Oeste, a previsão indica chuvas abaixo da normalidade na maior parte do território, com temperaturas variando entre 0,4 °C e 1 °C acima da média. Esse cenário tende a favorecer as atividades de colheita do milho segunda safra e do algodão, reduzindo os riscos de perdas por excesso de umidade e contribuindo para a boa qualidade dos grãos. Por outro lado, em Goiás, no Distrito Federal e no oeste do Mato Grosso, os volumes de chuva devem ficar entre 10 mm e 50 mm acima da média, favorecendo o avanço do plantio das culturas de verão, como soja e milho primeira safra. Nessas condições, a combinação de temperaturas mais elevadas e maior disponibilidade hídrica no solo pode acelerar a germinação e o estabelecimento inicial das lavouras, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento vegetativo.

Na maior parte da Região Sudeste, a previsão de chuvas dentro ou ligeiramente acima da média, associada a temperaturas próximas da média, tende a favorecer a manutenção da umidade do solo e a semeadura dos cultivos de primeira safra nas áreas com maior disponibilidade hídrica. Essas condições são favoráveis ao estabelecimento inicial das lavouras, contribuindo para uma boa germinação e emergência das plantas. Entretanto, em áreas do centro-sul de São Paulo, os volumes de chuva abaixo da média e as temperaturas acima do normal podem favorecer a finalização da colheita da cana-de-açúcar, mas limitar a reposição hídrica do solo e dificultar a germinação das culturas de verão, como soja e milho, especialmente em áreas de sequeiro.

Na Região Sul, a previsão de chuvas próximas e ligeiramente abaixo da média, associadas à elevação das temperaturas na maior parte da região, tende a favorecer o avanço da colheita do trigo. No geral, as condições previstas para novembro podem beneficiar a semeadura da soja e do milho primeira safra, especialmente nas áreas onde a umidade do solo permanece adequada.

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