
Inverno começa neste domingo (21)
Marcelo Bueno
A nova estação traz mudanças climáticas importantes que exigem atenção redobrada, especialmente para o agronegócio e a saúde da população. O período climatológico é marcado pela diminuição das chuvas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em partes das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Esta característica é impulsionada pela persistência de massas de ar seco que reduzem a umidade relativa do ar em todo o território nacional.
A baixa umidade e a escassez de chuvas trazem desafios significativos para a agropecuária. O tempo seco aumenta drasticamente o risco de queimadas e a propagação de incêndios florestais, representando um perigo constante para as áreas de produção e reserva.
Além dos riscos ao meio ambiente e às lavouras, a população também deve manter cuidados preventivos. A baixa umidade é um fator crítico para o agravamento de doenças respiratórias, demandando atenção extra com a hidratação e a qualidade do ar em ambientes fechados.
Outro ponto de atenção para a logística é o fenômeno da inversão térmica. Pela manhã, é comum a formação de nevoeiros ou névoa úmida, principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, provocando a redução da visibilidade em estradas e aeroportos, o que pode impactar o escoamento da produção e o transporte de passageiros.
Frio e geadas nas regiões produtoras
Embora o tempo seco predomine, o inverno também será marcado pela influência de massas de ar frio que chegam do sul do continente. Esses episódios devem provocar quedas acentuadas nas temperaturas, com valores médios podendo ficar abaixo dos 22 ºC nas porções leste do Sul e Sudeste.
Para o setor agrícola, esse comportamento térmico exige monitoramento constante. As incursões de ar frio trazem o risco de geadas nas regiões Sul, Sudeste e em Mato Grosso do Sul, fenômeno que pode afetar diversas culturas sensíveis ao frio.
Além disso, o fenômeno da friagem deve ser observado com atenção, pois massas de ar frio podem alcançar estados como Mato Grosso, Rondônia, Acre e o sul do Amazonas. Em áreas serranas e planaltos da Região Sul, o serviço meteorológico não descarta a ocorrência de queda de neve durante episódios mais intensos de frio.
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