Agroband

Laranja de mesa tem queda de preço; tahiti sobe no mercado

Enquanto a maior disponibilidade da laranja de mesa pressiona as cotações para baixo, a menor oferta da lima ácida tahiti sustenta a alta dos preços

Da redação
DA REDAÇÃO

17/07/2026 • 12:45 • Atualizado em 17/07/2026 • 12:45

Safra de citros sofre impactos do clima; veja a projeção para o mercado de laranja de mesa e limão tahiti

Safra de citros sofre impactos do clima; veja a projeção para o mercado de laranja de mesa e limão tahiti

Tony Oliveira/Trilux

O mercado de frutas cítricas em São Paulo registra movimentos distintos para a laranja de mesa e a lima ácida tahiti nesta temporada. De acordo com o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a disparidade na oferta entre as praças produtoras tem sido o principal fator para a oscilação das cotações.

Compartilhar

Para a laranja de mesa, o cenário é de preços mais baixos. Segundo pesquisadores do Cepea, o recuo nos valores praticados está atrelado à maior disponibilidade do produto no mercado. Apesar de a qualidade das variedades de meia estação — que se aproximam do momento de colheita — ser considerada boa, o avanço da maturação em diversas regiões paulistas tem limitado o poder de negociação dos produtores, que buscam garantir o escoamento da produção neste início de temporada.

Tahiti registra alta

Em contrapartida, a lima ácida tahiti segue em trajetória de valorização. O comportamento oposto é resultado direto da restrição na oferta, já que o setor atravessa o período de entressafra. Agentes consultados pelo Cepea confirmam que, embora a qualidade da fruta esteja muito boa, a escassez do produto nas granjas sustenta a pressão de alta sobre os preços.

Expectativas para a próxima safra

O mercado já projeta os próximos meses com cautela. A expectativa para a safra que será colhida a partir de setembro é de uma produção menor em comparação ao ano anterior, com reflexos mais acentuados nas regiões centro-oeste e norte do estado de São Paulo.

Essa projeção baseia-se nas dificuldades enfrentadas ainda no início do ano. O excesso de chuvas no período atrapalhou as induções, prejudicando o florescimento esperado e comprometendo a produtividade, mesmo com a utilização da desfolha química.

Tópicos relacionados