
Batata Inglesa ficou mais barata neste ano
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Resumo
Análise do IPCA mostra que o custo da cesta natalina subiu apenas 1,2% nos 12 meses até novembro de 2025, resultado muito melhor que a alta de 6,1% registrada em 2024, trazendo alívio ao orçamento das famílias brasileiras.
Deflação de itens básicos como arroz, batata e azeite, influenciada pela melhora nas safras e redução de problemas climáticos, garantiu preços mais baixos nos acompanhamentos, enquanto as carnes tiveram alta moderada e sobremesas e industrializados apresentaram inflação localizada.
Economia nos produtos essenciais permitiu que consumidores absorvessem aumentos pontuais de doces, bebidas e carnes, resultando em uma ceia de Natal mais acessível e uma mesa mais farta em 2025 do que no ano anterior.
As famílias brasileiras que vão às compras para a ceia de fim de ano encontraram um cenário muito mais favorável do que o observado no ano passado. Uma análise realizada com base nos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, revela que o custo da cesta natalina apresentou uma desaceleração significativa, acumulando uma alta de apenas 1,2% nos 12 meses encerrados em novembro de 2025.
Para se ter uma ideia do alívio no bolso, esse cenário é cinco vezes mais positivo do que o registrado no mesmo período de 2024. Naquela ocasião, a inflação dos itens típicos de dezembro havia saltado 6,1%, pressionando o orçamento doméstico e limitando o consumo de diversas famílias.
O básico garantiu o alívio na conta
O principal motor para essa contenção de preços veio do campo. A base da alimentação brasileira, que havia sofrido com quebras de safra e problemas climáticos em anos anteriores, registrou uma deflação expressiva em 2025.
Itens essenciais que compõem os acompanhamentos da ceia, e que foram vilões da inflação em 2024, apresentaram quedas de dois dígitos neste ano. O arroz e a batata, por exemplo, chegam à mesa com preços muito mais atrativos.
Outro destaque importante é o azeite. Após um longo período de altas históricas devido a problemas nas safras europeias, o produto voltou a ter um custo mais acessível, permitindo que o consumidor retome o uso do ingrediente com mais frequência no preparo dos pratos festivos.
A inflação mudou de prateleira
Se o prato principal e os acompanhamentos salgados ficaram mais baratos, a pressão inflacionária migrou para o final da refeição. A análise dos dados mostra que o encarecimento se concentrou nas sobremesas e nos produtos industrializados.
Certas frutas, típicas desta época e muitas vezes importadas ou dependentes de safras sazonais específicas, também registraram alta. No entanto, como o "grosso" da compra (os itens de maior volume) ficou mais barato, o impacto final no ticket do supermercado acabou sendo diluído.
Proteínas: o comportamento das carnes
As carnes, que historicamente representam os itens de maior valor agregado na cesta de Natal, tiveram um comportamento de acomodação. Houve uma alta moderada, levemente acima da inflação geral da cesta (1,2%), mas sem os picos assustadores observados em ciclos anteriores de alta das commodities.
Para o setor produtivo, isso indica um equilíbrio entre a oferta de animais prontos para abate e a demanda interna, mantendo o mercado abastecido sem forçar preços exorbitantes ao consumidor final.
O que isso significa para o bolso?
Na prática, a matemática do Natal de 2025 é favorável ao consumo. Embora a ceia completa — considerando doces, bebidas e carnes — tenha subido, o fato de a base alimentar ter ficado mais barata criou uma "gordura" no orçamento.
O consumidor chega ao final do ano pagando menos pelo arroz, pela batata e pelo azeite. Essa economia nos itens básicos é o que abre espaço financeiro para absorver as altas pontuais das carnes e dos produtos festivos industrializados. O resultado é uma mesa farta, com um peso menor no bolso do que o sentido no Natal passado.
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