
Banana está mais barata em todas as ceasas do Brasil
Freepik
Os preços da banana e da alface apresentaram redução na média ponderada do mês de maio na maioria das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Para a banana, o valor de comercialização no atacado teve queda de 4,89% na média ponderada em comparação ao mês anterior, enquanto para a hortaliça a diminuição foi de 1,94%. Os dados integram a 6ª edição do Boletim Hortigranjeiro, divulgada nesta terça-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).
A maçã também seguiu a tendência de baixa observada nos dois últimos meses, fechando maio com decréscimo de 5,53% na média ponderada dos entrepostos monitorados. A região Centro-Sul foi responsável pelas principais quedas, com destaque para o Rio de Janeiro, que registrou recuo de 12,65%. Embora tenham apresentado leve alta na média ponderada nacional, melancia e laranja também registraram redução no preço médio individual na maior parte das unidades avaliadas.
Dinâmica de mercado e oferta
A banana, especialmente a variedade nanica, teve seus preços influenciados pelas condições favoráveis de produção, que elevaram a oferta e a qualidade do produto. Na Ceasa de Campinas (SP), os valores médios caíram 13,27% em relação a abril. Devido à demanda estável e ao bom escoamento durante o mês, apenas Fortaleza (CE) apresentou um incremento de 6% na média mensal de preços.
Para a melancia, a queda de preços foi verificada em 70% das unidades de abastecimento, apesar de uma alta de 3,37% na média ponderada geral. O aumento mais expressivo no preço médio ocorreu no Rio de Janeiro (72%), impulsionado pela maior comercialização de minimelancias, que possuem valor comercial mais elevado. Por outro lado, nas Ceasas de Recife (PE) e Fortaleza (CE), os preços foram inferiores em até 17%, influenciados pela menor procura devido às temperaturas mais baixas no inverno das regiões Sul e Sudeste.
No caso da laranja, a média ponderada ficou 1,42% acima da registrada em abril, reflexo de estoques razoáveis e da redução da demanda externa. Contudo, as maiores quedas no atacado foram observadas em São Paulo (-10,93%) e São José (SC) (-10,03%). Já o mamão teve o maior aumento percentual entre as frutas analisadas, com alta de 7,49% na média ponderada, justificado pela menor oferta da variedade formosa enviada pelo sul da Bahia e norte do Espírito Santo.
Hortaliças e cenário de inverno
A redução do consumo de folhosas durante o período de inverno contribuiu para a queda nos valores da alface em quase todo o país, com destaque para Belo Horizonte (MG) (-27,98%), Vitória (ES) (-25,71%) e Rio de Janeiro (RJ) (-25,20%). A oferta do vegetal também foi 10,8% inferior à de abril.
A cenoura, que vinha em alta nos últimos dois meses, apresentou estabilidade, com queda de 0,63% na média ponderada. Com a intensificação da safra de inverno e a recuperação da oferta, principalmente a partir de Minas Gerais, a expectativa é de redução nos preços nos próximos meses.
Em contraste, a cebola subiu 12,53% na média ponderada, pelo terceiro mês consecutivo, devido à redução da oferta nacional, com envios catarinenses 35% menores que em abril. O tomate teve um incremento de 19,85%, explicado pelo maior controle da oferta pelos produtores, favorecido pelas temperaturas mais baixas que retardam a maturação dos frutos. A batata registrou a maior alta entre as hortaliças, crescendo 57,95% na média ponderada, motivada pelo encerramento da safra das águas e pelo início ainda lento da safra de inverno.
Acompanhe o mundo do agro!
As principais notícias do agronegócio toda semana e de graça, no seu email
Selecione os seus temas favoritos:
