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Preços do arroz, tomate e leite ajudam a segurar a alta da inflação

Tarifas administrada, como a de energia elétrica, aumentaram, mas alimentos ajudaram a conter a alta da inflação em novembro no Brasil

VIVIANE TAGUCHI

10/12/2025 • 11:16 • Atualizado em 10/12/2025 • 11:16

Alimentos como tomate e arroz seguram a inflação em novembro

Alimentos como tomate e arroz seguram a inflação em novembro

Isabela Mayer/Prefeitura Municipal de Curitiba

Resumo

Divulgação do IPCA pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta alta de 0,18% em novembro, maior para o mês desde 2018, enquanto em outubro a variação foi de 0,09% e em novembro de 2024 ficou em 0,39%.

Taxa acumulada de inflação em 12 meses registra queda pelo segundo mês seguido, passando de 4,68% em outubro para 4,46% em novembro, menor valor desde setembro de 2024.

Itens como tarifas de energia elétrica impulsionam o índice, enquanto alimentos como tomate, leite longa vida e arroz ajudam a conter a inflação; alimentos como óleo de soja e carnes permanecem em alta e podem pressionar os preços nos próximos meses devido à inversão do ciclo pecuário.

A inflação oficial de novembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma alta de 0,18%, a maior desde o ano de 2018 para o mês, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10). Em outubro, a alta foi registrada em 0,09% e, em novembro do ano passado, o índice chegou aos 0,39%.

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Como consequência, a taxa acumulada em 12 meses arrefeceu pelo segundo mês consecutivo, passando de 4,68% em outubro de 2025 para 4,46% em novembro de 2025, menor resultado desde setembro de 2024, quando estava em 4,42%.

Os itens que mais contribuíram para a alta do índice foram as tarifas, como a de energia elétrica, e o que mais ajudaram a conter a inflação foram os alimentos, com destaque para o tomate, que registrou queda de 10,38%, o leite longa vida, com - 4,98%, e o arroz, com -2,86%. No entanto, itens do grupo de alimentos, como o óleo de soja e as carnes, continuam em alta, de 2,95% e 1,05%, respectivamente. Esses dois itens estão em alta há pelo menos dois meses, indicando que são eles que podem contribuir para a alta da inflação no Brasil em dezembro e durante 2026, quando se dá o início da inversão do ciclo pecuário no Brasil, com menos boi, portanto menos oferta de carne, e preços mais altos.

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