
Feijão ficou caro nos últimos meses e o consumido colocou um pé no freio no consumo
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O preço dos feijões carioca e preto começaram a cair, após registrarem altas significativas desde o começo do ano, até atingirem patamares recordes durante o primeiro trimestre. Segundo dados do Cepea/CNA, a mudança de cenário é impulsionada por uma retração na demanda, que passou a exercer pressão sobre os preços nas últimas semanas, quando o feijão foi apontado como o vilão da inflação, revertendo a tendência de alta sustentada pela oferta limitada no início do ano.
Pesquisadores do Cepea indicam que o mercado busca atualmente um novo ponto de equilíbrio. Esse processo é influenciado pela lenta transmissão de preços entre a indústria e o varejo, além da transição para a segunda safra da leguminosa. Há, no entanto, um componente de incerteza no radar dos produtores: as condições climáticas no Sul do País, que podem afetar o desenvolvimento das lavouras nesta fase.
Exportações de feijão apresentam forte alta
No comércio exterior, o Brasil registrou um desempenho robusto em março. As exportações somaram 27,28 mil toneladas, volume 2,4% superior ao registrado em fevereiro. Na comparação anual, o salto é ainda mais significativo: o total exportado foi 51,3% maior do que o registrado em março de 2025, conforme apontam os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Por outro lado, as importações totalizaram 3,13 mil toneladas no mês de março. O número representa um recuo de 17% em relação a fevereiro — mês que havia registrado o maior volume de compras externas desde novembro de 2023. Apesar da queda mensal, o volume importado ainda é cerca de quatro vezes superior ao verificado no mesmo período do ano passado.
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