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Agro

Safra de grãos 2025/26 deve atingir recorde de 356,3 milhões de toneladas

Levantamento da Conab indica aumento de 4,1 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, impulsionado por boas produtividades no campo

2 min

14/04/2026 16:20 • Atualizado há 193 dias

Safra de grãos 2025/26 deve atingir recorde de 356,3 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãosna safra 2025/26 tem potencial para alcançar a marca histórica de 356,3 milhões de toneladas, segundo dados do 7º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados nesta terça-feira (14). O volume representa um crescimento de 4,1 milhões de toneladas frente à safra anterior (2024/25) e, se confirmado, estabelecerá um novo recorde para a agricultura nacional.

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De acordo com a Conab, a área total semeada deve registrar uma expansão de 2%, chegando a 83,3 milhões de hectares. Embora a produtividade média nacional tenha uma leve redução projetada de 0,8% — passando de 4.310 kg/ha para 4.276 kg/ha —, este ainda é o segundo melhor desempenho já registrado na série histórica da companhia.

O presidente interino da Conab, Sílvio Porto, atribui os resultados aos investimentos federais por meio dos Planos Safra, que atendem tanto a agricultura empresarial quanto a familiar. Porto destaca o resultado positivo da primeira safra de milho e mantém alta expectativa para a segunda etapa do cultivo do cereal.

Soja e Milho: os destaques da temporada

A soja segue como o principal motor do setor, com previsão de nova produção recorde estimada em 179,2 milhões de toneladas. A redução das chuvas em março favoreceu os trabalhos de colheita, que atingiram 85,7% da área. A produtividade média nacional da oleaginosa é a melhor da história, projetada em 3.696 kg/ha.

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Para o milho, a estimativa total é de 139,6 milhões de toneladas, um recuo de 1,1% em relação ao ciclo passado. A primeira safra deve somar 28 milhões de toneladas, enquanto a colheita da segunda safra está prevista em 109,1 milhões de toneladas. Sílvio Porto ressalta que a Conab adota uma postura conservadora quanto à produtividade da segunda safra e que, se o clima colaborar, os números podem superar os do ano passado.

Arroz, feijão e algodão

O arroz deve apresentar uma queda de 12,9%, com produção estimada em 11,1 milhões de toneladas, devido à redução da área plantada e condições climáticas adversas em estados como o Rio Grande do Sul. O feijão também projeta recuo de 5,2%, totalizando 2,9 milhões de toneladas, volume que, apesar da baixa, assegura o abastecimento interno do país.

Já o algodão tem expectativa de colheita de 3,8 milhões de toneladas de pluma, uma redução de 5,8% motivada pela diminuição da área plantada. Até o momento da pesquisa, as lavouras apresentavam bom desenvolvimento sob condições climáticas favoráveis.

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