Economia

ANS define teto de 5,11% para reajuste de planos de saúde individuais

Índice é o menor autorizado pela ANS desde 2000, exceto pelo ano da pandemia; novo teto beneficia 7,7 milhões de consumidores no país

Da redação
DA REDAÇÃO

29/05/2026 • 12:38 • Atualizado em 29/05/2026 • 12:38

Veja o acordo e ajustes permitidos para planos de saúde em 2026/2027

Veja o acordo e ajustes permitidos para planos de saúde em 2026/2027

Divulgação

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou, nesta sexta-feira (29), que o teto para o reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares será de 5,11%. O índice, válido para o período entre maio de 2026 e abril de 2027, representa o menor aumento autorizado pelo órgão regulador desde o ano 2000 (quando foi de 5,42%), desconsiderando o ano atípico de 2021, auge da pandemia de Covid-19, quando houve deflação no setor.

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Atualmente, o Brasil possui cerca de 7,7 milhões de beneficiários nesta modalidade de contratação, o que corresponde a 14,5% do total de 52,9 milhões de consumidores de assistência médica no país. Diferente dos planos coletivos e empresariais, o setor individual tem o aumento controlado diretamente pelo governo.

Histórico e Tendência de Queda

O índice de 2026 consolida uma trajetória de desaceleração nos aumentos após o salto registrado no pós-pandemia. Confira a evolução dos últimos anos:

  • 2022: 15,5%
  • 2023: 9,63%
  • 2024: 6,91%
  • 2025: 6,06%
  • 2026: 5,11%

Regras para a cobrança

O novo percentual é aplicado aos contratos firmados a partir de 1º de janeiro de 1999. O aumento só pode ocorrer no mês de aniversário do contrato. Para contratos que fazem aniversário em maio e junho, a cobrança poderá ser iniciada em julho ou agosto, incluindo o valor retroativo referente aos meses anteriores.

Por que o reajuste supera a inflação oficial?

Embora o índice de 5,11% esteja acima do IPCA-15 acumulado (4,64% até maio), a ANS ressalta que o cálculo do setor de saúde é específico. Ele combina a variação dos custos médicos (insumos e equipamentos) com a frequência de uso dos serviços pelos beneficiários.

A metodologia utiliza o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), que detém 80% do peso do cálculo, enquanto o IPCA tradicional contribui com os 20% restantes. Segundo o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, a medida busca "o equilíbrio, garantindo a sustentabilidade do setor e a capacidade de pagamento dos beneficiários".

Fique atento: Outros tipos de aumento

É importante lembrar que o reajuste anual de 5,11% não é o único que pode impactar o boleto:

Mudança de Faixa Etária: Ocorre quando o beneficiário atinge idades pré-determinadas (como 59 anos), independente do reajuste anual da ANS.

Planos Empresariais e Coletivos: Estes não seguem o teto da ANS e são definidos por livre negociação. Dados de maio mostram que esses planos tiveram alta média de 9,9% no primeiro bimestre de 2026.

A decisão da Diretoria Colegiada da ANS foi validada pelo Ministério da Fazenda e segue agora para publicação oficial no Diário Oficial da União.