
Dólar fecha novamente abaixo da casa dos R$ 5 nesta quinta
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O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quinta-feira (16), confirmando uma tendência que vem animando investidores e consumidores: a consolidação do dólar abaixo da barreira psicológica dos R$ 5. Mesmo em um dia marcado pela cautela no cenário internacional, a moeda americana fechou praticamente estável, cotada a R$ 4,9929.
Este patamar, que não era sustentado de forma consistente desde o primeiro semestre de 2024, reflete um conjunto de fatores internos que têm fortalecido o Real frente à divisa estrangeira. Analistas apontam que a manutenção do dólar neste nível é sustentada por três pilares principais: com a Selic em níveis ainda atrativos para o capital estrangeiro, o Brasil continua sendo um destino preferencial para investidores que buscam rentabilidade em mercados emergentes.
Prévia do PIB: O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje, registrou alta de 0,6% em fevereiro, vindo em linha com as expectativas e reforçando a tese de uma economia resiliente.
Fluxo de Commodities: O setor exportador brasileiro segue robusto, garantindo uma entrada constante de dólares no país, o que aumenta a oferta da moeda e pressiona sua cotação para baixo.Cautela no Exterior e Realização de Lucros
Apesar do bom momento do Real, o dia não foi de euforia total. O Ibovespa encerrou em queda de 0,46%, aos 196 mil pontos, interrompendo uma sequência de recordes históricos recentes. O movimento foi lido pelo mercado como uma "realização de lucros" natural após as fortes altas de abril.
No front externo, as atenções se voltaram para o Oriente Médio. As negociações de paz entre Washington e Teerã trazem volatilidade ao preço do petróleo, com o barril do tipo Brent voltando a encostar na marca de US$ 100. Esse cenário de incerteza global impediu uma queda ainda maior do dólar no dia de hoje, já que investidores tendem a buscar refúgio na moeda americana em momentos de tensão geopolítica.
Para o restante de abril, o mercado monitora as próximas decisões do Copom. Se o cenário de inflação controlada e crescimento estável persistir, a expectativa é de que o dólar encontre suporte nessa nova faixa entre R$ 4,90 e R$ 5,05, trazendo um alívio importante para o custo de importações e para a inflação de bens de consumo no Brasil.
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