Economia

Empréstimo pessoal vai ficar mais barato com a Selic? Especialista responde

Com Selic elevada, especialista afirma que queda nos juros do empréstimo deve ser lenta e limitada

Da redação
DA REDAÇÃO

27/01/2026 • 15:52 • Atualizado em 27/01/2026 • 15:52

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A manutenção da Selic em 15% reduz significativamente as chances de queda relevante nas taxas de empréstimo pessoal nos próximos meses. A análise é do professor Cleveland Prates, da FGV Direito SP.

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De acordo com ele, mesmo que o Banco Central sinalize cortes mais à frente — possivelmente entre março e abril —, o impacto no crédito ao consumidor deve ser limitado e gradual. Ou seja, não há perspectiva de alívio imediato para quem depende desse tipo de financiamento.

“O máximo que pode acontecer é uma troca de uma dívida mais cara por outra um pouco menos cara, mas o cenário ainda é muito restritivo”, explica.

O professor ressalta que, com juros elevados por um período prolongado, o crédito permanece caro e seletivo. Nesse ambiente, assumir novas dívidas pode comprometer a renda futura, especialmente se a economia desacelerar nos próximos anos.

A recomendação, segundo Prates, é evitar novos empréstimos sempre que possível e só renegociar dívidas caso haja redução clara nas taxas — o que, no momento, ainda é difícil de encontrar no mercado.

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