
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A manutenção da Selic em 15% reduz significativamente as chances de queda relevante nas taxas de empréstimo pessoal nos próximos meses. A análise é do professor Cleveland Prates, da FGV Direito SP.
De acordo com ele, mesmo que o Banco Central sinalize cortes mais à frente — possivelmente entre março e abril —, o impacto no crédito ao consumidor deve ser limitado e gradual. Ou seja, não há perspectiva de alívio imediato para quem depende desse tipo de financiamento.
“O máximo que pode acontecer é uma troca de uma dívida mais cara por outra um pouco menos cara, mas o cenário ainda é muito restritivo”, explica.
O professor ressalta que, com juros elevados por um período prolongado, o crédito permanece caro e seletivo. Nesse ambiente, assumir novas dívidas pode comprometer a renda futura, especialmente se a economia desacelerar nos próximos anos.
A recomendação, segundo Prates, é evitar novos empréstimos sempre que possível e só renegociar dívidas caso haja redução clara nas taxas — o que, no momento, ainda é difícil de encontrar no mercado.
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