
Freepik
Com a taxa básica de juros em patamar elevado após a manutenção da Selic em 15%, o financiamento de veículos se torna uma decisão de alto risco para o consumidor brasileiro. A avaliação é do professor Cleveland Prates, da FGV Direito SP, que alerta para o impacto direto dos juros no custo final da dívida.
Segundo o economista, taxas nesse nível fazem com que o valor financiado praticamente dobre ao longo do contrato, tornando o compromisso financeiro pesado e pouco vantajoso. Para ele, o momento exige cautela máxima.
“O cenário atual não é favorável para nenhum tipo de financiamento, seja de veículos ou imóveis”, avalia Prates. Em vez disso, a recomendação é priorizar a formação de reserva financeira e aproveitar o retorno elevado das aplicações atreladas aos juros.
Além do impacto direto no bolso, o professor chama atenção para o ambiente macroeconômico. Apesar da sensação de crescimento econômico, impulsionada pelo aumento do gasto público, esse movimento tende a pressionar a inflação e manter os juros elevados por mais tempo.
Diante desse quadro, a orientação é adiar a compra do carro financiado e preservar liquidez, evitando compromissos de longo prazo em um cenário de incerteza econômica.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
