Economia

IPCA: açaí, feijão e ovo puxam alta da inflação de alimentos

Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter a inflação do grupo, como o café moído, que recuou 1,76%, e as frutas, com queda de 1,31%

Da redação
DA REDAÇÃO

26/03/2026 • 10:15 • Atualizado em 26/03/2026 • 10:15

A prévia da inflação de março mostrou desaceleração no índice geral, mas reforçou a pressão dos alimentos no bolso do consumidor. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE, subiu 0,44% no mês, abaixo dos 0,84% registrados em fevereiro.

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Apesar do alívio no índice cheio, o grupo de alimentação e bebidas teve a maior variação entre os nove segmentos pesquisados, com alta de 0,88% e impacto de 0,19 ponto percentual no resultado geral. O avanço foi puxado principalmente pela alimentação dentro de casa, que acelerou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março.

Entre os principais vilões, o preço do açaí disparou 29,95%, seguido pelo feijão-carioca (19,69%). Também registraram altas relevantes o ovo de galinha (7,54%), o leite longa vida (4,46%) e as carnes (1,45%), itens básicos na mesa dos brasileiros.

Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter a inflação do grupo, como o café moído, que recuou 1,76%, e as frutas, com queda de 1,31%.

Já a alimentação fora do domicílio teve desaceleração, passando de 0,46% em fevereiro para 0,35% em março. A refeição subiu menos, enquanto o lanche ficou mais caro no período.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 soma alta de 3,90%, abaixo dos 4,10% observados anteriormente. No ano, o índice chega a 1,49%.

O resultado indica que, mesmo com a inflação mais comportada no geral, os alimentos continuam exercendo pressão significativa, sobretudo em itens essenciais, o que tende a impactar mais intensamente as famílias de menor renda.

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