Economia

Mapa da Desigualdade 2026: veja os gargalos de São Paulo por regiões

Dados da Rede Nossa São Paulo revelam que a disparidade no acesso a serviços básicos entre o centro e a periferia da capital paulista segue sendo o maior desafio de gestão da cidade

Da redação
DA REDAÇÃO

24/06/2026 • 17:52 • Atualizado em 24/06/2026 • 18:23

São Paulo tem abismos geográficos, segundo o mapa da desigualdade

São Paulo tem abismos geográficos, segundo o mapa da desigualdade

Reprodução/Governo de SP

A capital paulista vive um abismo geográfico que reflete diretamente no dia a dia da população. O Mapa da Desigualdade 2026, divulgado pela Rede Nossa São Paulo, escancara as diferenças gritantes no acesso a serviços fundamentais entre os 96 distritos da cidade, com o transporte e a segurança pública figurando como os gargalos mais críticos.

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O levantamento destaca a desigualdade severa no tempo de deslocamento. o morador de Pinheiros, na zona oeste, gasta, em média, 25 minutos para se deslocar no transporte público durante o pico da manhã. Em contrapartida, quem vive no distrito de Marsilac, no extremo sul, precisa de 71 minutos para o mesmo trajeto.

Além da demora, a falta de infraestrutura é um fator determinante. Segundo o estudo, 22 distritos periféricos da capital — como Brasilândia e Jardim Ângela — possuem zero cobertura de transporte de massa (ônibus com faixa exclusiva ou trilhos) em um raio de 1 km. Enquanto isso, regiões como e República concentram a rede de mobilidade, facilitando o fluxo de quem trabalha na região central.

Segurança em foco

Os indicadores de violência também apontam disparidades preocupantes. O distrito da registrou o maior índice de violência contra a mulher, com 772,15 vítimas para cada dez mil mulheres entre 20 e 59 anos. No outro extremo, a Vila Andrade apresenta o melhor índice da capital, com 103,35 ocorrências.

Já em relação à violência contra a população LGBTQIAP+, o distrito da República lidera os números negativos, com uma taxa de 108 vítimas a cada cem mil habitantes.

Para que serve o Mapa?

O Mapa da Desigualdade não é apenas um documento estatístico. Para especialistas, a ferramenta é vital para a gestão pública, funcionando como um termômetro para que o poder municipal direcione investimentos para as áreas de maior vulnerabilidade.

A metodologia da Rede Nossa São Paulo atribui pontos (de 1 a 96) aos distritos conforme o desempenho em cada área, permitindo que a sociedade civil identifique quais regiões estão ficando para trás e cobre, com dados na mão, a execução do Plano de Metas da prefeitura para reduzir o fosso social que historicamente divide a capital paulista.