Economia

Mesmo isento, quem ganhou até R$ 5 mil em 2025 deve declarar o IR 2026

Nova faixa de isenção só vale para rendimentos de 2026; declaração entregue neste ano considera ganhos recebidos em 2025

Da redação
DA REDAÇÃO

21/01/2026 • 12:55 • Atualizado em 21/01/2026 • 12:55

Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Mesmo com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, quem recebeu até R$ 5 mil por mês ao longo de 2025 ainda pode ser obrigado a entregar a declaração do IR em 2026. A regra da isenção não elimina automaticamente a obrigação de prestar contas à Receita Federal, que considera outros critérios além da renda mensal.

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A nova tabela do Imposto de Renda, que isenta rendimentos mensais de até R$ 5 mil, só passou a valer em 2026. Por isso, ela não se aplica aos rendimentos recebidos em 2025, que são justamente a base da declaração entregue em 2026.

Isenção não significa dispensa da declaração

A obrigação de declarar o Imposto de Renda depende de critérios definidos pela Receita Federal, como:

  • recebimento de rendimentos tributáveis acima do limite anual estabelecido para 2025;
  • posse de bens ou direitos acima do valor mínimo exigido;
  • obtenção de rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima do limite anual;
  • realização de operações na bolsa de valores;
  • ganho de capital na venda de bens ou direitos.

Ou seja, mesmo quem não tem imposto a pagar pode ser obrigado a entregar a declaração se se enquadrar em alguma dessas situações.

Por que quem ganhou até R$ 5 mil em 2025 pode ter que declarar?

Em 2025, a isenção do Imposto de Renda ainda seguia as regras anteriores, com limites mensais e anuais mais baixos. Assim, quem ganhou até R$ 5 mil por mês naquele ano não estava automaticamente isento e, em muitos casos, teve imposto retido na fonte.

A declaração do IR 2026 serve justamente para a Receita Federal verificar se o imposto foi recolhido corretamente ao longo de 2025 — e, se for o caso, permitir a restituição dos valores pagos a mais.

Declaração pode gerar restituição

Para muitos contribuintes, declarar o Imposto de Renda é vantajoso. Quem teve desconto na fonte em 2025 e se enquadra em deduções legais — como gastos com educação, saúde ou dependentes — pode ter direito à restituição.

Além disso, deixar de declarar quando há obrigação pode gerar multa, juros e problemas com o CPF, o que afeta desde a obtenção de crédito até a participação em concursos públicos.

Atenção ao ano-base

Um dos erros mais comuns é confundir o ano de entrega com o ano de referência. A declaração entregue em 2026 leva em conta os rendimentos recebidos em 2025, período em que a nova faixa de isenção ainda não estava em vigor.

A isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês só passa a valer para os rendimentos de 2026, que serão declarados apenas em 2027.

O que fazer agora?

Especialistas recomendam que o contribuinte:

  • reúna informes de rendimentos de bancos, empresas e do INSS;
  • verifique se se enquadra em algum critério de obrigatoriedade;
  • acompanhe as regras e o calendário oficial da Receita Federal para o IR 2026.

Mesmo com a ampliação da isenção, declarar corretamente continua sendo essencial para evitar problemas com o Fisco e garantir eventuais restituições.