
Petróleo volta a superar US$ 100 nesta quarta-feira (22)
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O mercado de energia viveu uma sessão de forte volatilidade nesta quarta-feira (22). O barril do petróleo Brent, referência mundial, rompeu novamente a barreira psicológica dos US$ 100, impulsionado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela incerteza sobre a eficácia de um cessar-fogo na região.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para junho fechou em alta de 3,5% (US$ 3,43), cotado a US$ 101,91. Já o WTI (petróleo americano) para o mesmo mês, negociado na Nymex, subiu 3,66% (US$ 3,29), encerrando o dia a US$ 92,96 o barril.
Geopolítica: ironia e apreensão no Estreito de Ormuz
O dia começou com um sinal negativo para os preços, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma extensão na trégua dos conflitos. No entanto, o otimismo durou pouco. O governo do Irã divulgou um vídeo ironizando o acordo e a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou a apreensão de duas embarcações no Estreito de Ormuz, uma das vias marítimas mais importantes para o escoamento global de óleo.
A falta de clareza sobre o fim permanente das hostilidades e os ataques a outros navios que circulavam na região elevaram o prêmio de risco, forçando investidores a buscarem proteção na commodity.
Estoques nos EUA e demanda global
Além do fator geopolítico, dados econômicos vindos de Washington ajudaram a sustentar a alta. O Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos informou que os estoques de petróleo subiram 1,925 milhão de barris na última semana.
Embora o número global tenha subido, houve uma queda inesperada no volume estocado de gasolina e destilados, o que sinaliza uma demanda interna resiliente nos EUA, apesar dos preços elevados.
O que esperar do preço do petróleo?
Analistas de mercado demonstram cautela para os próximos dias. De acordo com o Swissquote, a volatilidade deve persistir em patamares elevados. No entanto, o espaço para altas sustentadas e muito agressivas pode ser limitado, já que o encarecimento do combustível acaba pressionando a demanda global, gerando um efeito de "autocorreção" nos preços.
Para o Zaye Capital Markets, o sentimento atual é "frágil". O mercado não trabalha com uma resolução completa da guerra no curto prazo, mas sim com uma "redução controlada do risco", o que deixa os preços extremamente dependentes de qualquer novo desdobramento no Golfo Pérsico.
Com informações da Agência Estado
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