Economia

Petróleo recua quase 7% com avanço em negociações entre EUA e Irã

Preços recuam com expectativa de acordo para reabertura do Estreito de Ormuz; Brent cai a US$ 93 e WTI opera próximo dos US$ 90

Da redação
DA REDAÇÃO

25/05/2026 • 15:09 • Atualizado em 25/05/2026 • 15:18

Possível acordo de paz gera otimismo no mercado e derruba cotação do petróleo

Possível acordo de paz gera otimismo no mercado e derruba cotação do petróleo

Dado Ruvic/Reuters

O petróleo encerrou a sessão desta segunda-feira (25) em forte queda, pressionado pelo otimismo em torno de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. A perspectiva de um fim ao conflito no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial — motivaram os investidores a reduzirem posições defensivas.

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O movimento ocorreu em um dia de liquidez reduzida devido aos feriados do Memorial Day, nos EUA, e ao feriado bancário no Reino Unido.

Cotações do dia

Brent (agosto): Queda de 6,78%, cotado a US$ 93,42 o barril na ICE de Londres.

WTI (julho): Recuo de 6,70%, a US$ 90,13 no pregão eletrônico da Nymex (o contrato chegou a operar abaixo de US$ 90 pela primeira vez desde 7 de maio).

Negociações e Geopolítica

A queda foi intensificada após declarações do presidente americano, Donald Trump, afirmando que o diálogo com Teerã "está avançando muito bem". O governo dos EUA defende um acordo "grande e significativo" para encerrar as hostilidades na região. Informações de bastidores indicam que já haveria um acordo em princípio para liberar o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz.

Análise do mercado

Apesar da correção acentuada, especialistas da consultoria Kpler alertam que o mercado ainda mantém um prêmio de risco. Segundo a análise, o Brent tem espaço para recuar até a faixa de US$ 85, mas dificilmente romperá o suporte de US$ 80 enquanto a produção no Oriente Médio não for totalmente normalizada.

Já analistas do ING recomendam cautela, lembrando que o Irã condiciona um entendimento nuclear amplo ao fim definitivo da guerra, o que ainda pode levar dias para se concretizar.

Com informações da Dow Jones Newswires e Agência Estado