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Economia

Preço do petróleo: como a alta do barril acima de US$ 100 afeta seu bolso?

Especialista alerta para efeito cascata que encarece fretes, alimentos e pode levar gasolina aos R$ 9; entenda como a crise global atinge o bolso do brasileiro

3 min

19/03/2026 16:15 • Atualizado há 219 dias

Preço do petróleo: como a alta do barril acima de US$ 100 afeta seu bolso?

Os conflitos no Oriente Médio, que resultaram na disparada global dos preços do petróleo, ultrapassando US$ 100 por barril, que tem 159 litros de óleo, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, está provocando altas sucessivas nos preços de diversos itens da rotina, dos combustíveis ao supermercado.

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Luciano Carlos Fracola, gerente de assessoria aduaneira do Fiorde Group, o efeito dominó é inevitável na economia “Quando o petróleo sobe de forma consistente, o primeiro efeito é inflacionário, mas ele não para aí. Energia, transporte e produção industrial dependem diretamente dele. Com custos maiores, as empresas reduzem margens, reavaliam investimentos e o consumo desacelera”, explica.

A alta do petróleo não atinge apenas quem tem carro. Ela reverbera em toda a estrutura produtiva do país. Confira o que fica mais caro em decorrência da alta do petróleo:

Combustíveis e gás: O repasse para a gasolina, diesel e gás de cozinha costuma ocorrer em poucas semanas. Em algumas regiões, o impacto já é visível com a gasolina encostando nos R$ 9.

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Inflação dos alimentos: Como mais de 90% do transporte de cargas no Brasil é rodoviário, o aumento do diesel encarece o frete. O resultado aparece na gôndola do supermercado. Além disso, nas fazendas, as máquinas usadas para as colheitas usam óleo diesel, o que encarece o custo de produção dos alimentos também.

Comércio Exterior sob pressão: O custo dos fretes internacionais da Ásia para o Brasil já atinge o patamar de US$ 8 mil, níveis comparáveis aos da pandemia. Isso encarece insumos importados e produtos eletrônicos.

Risco de estagnação: Com a inflação alta, o poder de compra das famílias derrete. As empresas, espremidas pelos custos, adiam contratações e expansões.Quais são as saídas para a crise?

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As alternativas para mitigar o choque externo são complexas, mas Fracola aponta caminhos essenciais como a intervenção fiscal do governo. Essa, em sua opinião, é a ferramenta mais imediata. Reduzir ou desonerar impostos sobre combustíveis, como já foi anunciado pelo governo federal com a isenção do Pis/Cofins sobre o óleo diesel, pode aliviar o impacto direto no frete, contendo a pressão sobre os preços dos alimentos. No entanto, o desafio é equilibrar essa renúncia fiscal com o controle das contas públicas e da taxa de juros.

Para as empresas, a sobrevivência depende de agilidade. As principais estratégias incluem a revisão de contratos logísticos e busca por rotas alternativas, a formação de estoques estratégicos para evitar compras em picos de preço e a diversificação de fornecedores para reduzir a dependência de regiões em conflito. "O petróleo é um insumo global. Se a alta continuar, os impactos serão generalizados. O que diferenciará as empresas será a capacidade de antecipação e planejamento", conclui Fracola.

Preço do petróleo: como a alta do barril acima de US$ 100 afeta seu bolso?