
Alimentos tradicionais são ricos em proteínas e mais baratos que suplementos
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A primeira prateleira do supermercado nem sempre reúne os alimentos com melhor custo-benefício para quem deseja aumentar o consumo de proteína. Enquanto suplementos, barrinhas e produtos enriquecidos ocupam espaço nas campanhas publicitárias, alimentos presentes há décadas na mesa dos brasileiros continuam oferecendo excelente valor nutricional por um preço muito menor. Em um momento em que saúde e orçamento caminham lado a lado, a escolha dos ingredientes passou a fazer tanta diferença quanto a quantidade consumida.
Os alimentos que costumam oferecer a melhor relação entre proteína e preço incluem:
- Ovos, frango, sardinha e leite, que fornecem proteínas de alto valor biológico com custo relativamente baixo.
- Feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, iogurte natural e amendoim são opções acessíveis que ajudam a complementar a ingestão diária de proteínas sem elevar significativamente o valor das compras.
O interesse por proteínas cresceu muito além das academias. Hoje, médicos e nutricionistas recomendam uma ingestão adequada desse nutriente para preservar a massa muscular durante o envelhecimento, aumentar a saciedade e contribuir para a recuperação do organismo. Isso fez com que muitas famílias passassem a procurar alternativas capazes de equilibrar qualidade nutricional e economia.
Os ovos continuam entre os alimentos mais completos quando a relação entre preço e proteína entra na conta. Além de versáteis no preparo, fornecem aminoácidos essenciais e costumam apresentar custo inferior ao de muitos cortes bovinos. A sardinha ocupa posição semelhante. Rica em proteínas e em ômega-3, permanece como uma das opções mais econômicas entre os peixes disponíveis no mercado brasileiro.
Os legumes também ganharam novo protagonismo. Feijão, lentilha e grão-de-bico fornecem proteínas vegetais, fibras, vitaminas e minerais importantes para uma alimentação equilibrada. Quando combinados com arroz, oferecem um perfil de aminoácidos reconhecido há décadas como uma das combinações nutricionais mais eficientes da culinária brasileira.
O frango segue como uma das proteínas animais mais acessíveis para grande parte da população. Cortes menos valorizados comercialmente podem entregar praticamente a mesma quantidade de proteína encontrada em opções mais caras. Leite, iogurte natural e alguns queijos frescos também ajudam a distribuir esse consumo ao longo do dia sem exigir grandes mudanças na rotina alimentar.
A popularização do whey protein ampliou o interesse pelo tema, mas isso não significa que suplementos sejam indispensáveis para a maioria das pessoas. Em boa parte dos casos, uma alimentação planejada consegue atingir as necessidades diárias utilizando ingredientes comuns encontrados em supermercados e feiras.
Algumas estratégias simples ajudam a aumentar a ingestão de proteína sem elevar os gastos mensais:
- Planejar as refeições antes das compras, comparar preços e aproveitar promoções de proteínas frescas.
- Alternar proteínas animais e vegetais, reduzindo a dependência de produtos ultraprocessados e aproveitando alimentos tradicionais da alimentação brasileira.
O aumento da procura por proteínas mostra que o consumidor passou a olhar a alimentação de forma mais estratégica. Em vez de associar qualidade apenas a produtos caros, cresce o interesse por ingredientes acessíveis que entregam excelente valor nutricional e continuam ocupando lugar de destaque nas recomendações para uma alimentação equilibrada.

