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Governo de Nicolás Maduro enviou US$ 5,2 bilhões em ouro para a Suíça

Segundo a agência de notícias Reuters, Caracas enviou 113 toneladas métricas do metal precioso para a Suíça entre 2013 - quando Nicolás Maduro assumiu o cargo - e 2016

Da redação
DA REDAÇÃO

07/01/2026 • 09:27 • Atualizado em 07/01/2026 • 09:27

Nicolás Maduro, ditador da Venezuela

Nicolás Maduro, ditador da Venezuela

Zurimar Campos/Miraflores Palace/Handout

A Venezuela exportou ouro no valor de quase 4,14 bilhões de francos suíços (US$ 5,20 bilhões) para a Suíça durante os primeiros anos do governo do ex-presidente Nicolás Maduro.

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Segundo a agência de notícias Reuters, Caracas enviou 113 toneladas métricas do metal precioso para a Suíça entre 2013 - quando Nicolás Maduro assumiu o cargo - e 2016.

Conforme a emissora suíça SRF, o ouro era proveniente do Banco Central da Venezuela, em um período onde o governo venezuelano estava vendendo ouro para sustentar a economia.

Nesta terça-feira (6), a Suíça congelou todos os bens detidos no país por Nicolás Maduro. O objetivo é impedir a saída de potenciais ilícitos e se soma às sanções já impostas à Venezuela desde 2018.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.

Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.

O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.

Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.

Maduro se declara inocente

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, compareceram diante de um juiz federal dos Estados Unidos na região de Manhattan, em Nova York, nesta segunda-feira (5). Os dois enfrentam acusações de tráfico de drogas. Ao magistrado Alvin K. Hellerstein, Maduro se declarou inocente.

Segundo informações do jornal “The New York Times”, o agora ex-ditador venezuelano disse que foi “sequestrado” e retirado de sua casa em Caracas. Ele afirmou ainda que nunca havia visto o indiciamento contra ele até o dia de hoje. “Eu sou inocente, não sou culpado. Sou um homem decente, afirmou.

Em determinado momento, Maduro chegou a ser repreendido por Hellerstein por tentar fazer uma espécie de declaração sobre seu estado atual. O juiz pediu que ele prestasse atenção às regras do tribunal. Questionada, Cillia Flores também se declarou inocente de todas as acusações.