A rotina dos candidatos ao Planalto foi marcada nesta quinta-feira (13) por uma surpresa na campanha de Flávio Bolsonaro, que não conseguiu registrar a candidatura à Presidência. O sistema da Justiça Eleitoral apontava o senador como filiado ao partido Missão, e não ao PL, o que travou o processo e levou a campanha a acionar a Polícia Federal.
Flávio afirmou que sua filiação partidária foi fraudada. O partido Missão, por sua vez, sustentou que recebeu o pedido de filiação por um e-mail válido, vinculado diretamente ao senador, enviado em 2 de agosto. Segundo a legenda, após detectar a mensagem houve contato pela internet com o PL para avisar do problema.
O candidato do Missão, Renan Santos, afirmou que alguém usou o e-mail oficial de Flávio no Senado para cadastrá-lo no sistema de filiação da sigla. De acordo com ele, a equipe do senador chegou a abrir as mensagens sobre a filiação e a clicar em links.
A pedido do PL, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, cancelou a filiação ao Missão, restabeleceu sua ligação com o PL e determinou investigação da Polícia Federal. A apuração preliminar do tribunal aponta que o sistema foi movimentado por alguém com credenciais do Missão.
Ainda assim, Flávio divulgou seu plano de governo. O texto traz propostas como o fim da reeleição, a criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional, a construção de cinco presídios federais e a redução da maioridade penal para 16 anos. O documento também prevê redefinir o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) como corte constitucional, limitando decisões monocráticas.
No recém-inaugurado QG do PT em Brasília, boa parte da manhã foi de entra e sai de carros de candidatos para gravar vídeos, produzir propaganda política e tirar fotos ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento tem dois objetivos: reforçar a presença do presidente nos estados e tentar eleger uma bancada maior no Congresso.
À tarde, Lula compareceu à divulgação do crescimento das vagas de trabalho com carteira assinada verificado pelo governo. Em paralelo às preocupações de campanha, o presidente busca garantir governabilidade e tem, à noite, o terceiro encontro em uma semana com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Lula quer avançar em pautas prioritárias, como a PEC da Segurança e o fim da escala 6x1, mas Alcolumbre já sinalizou que essas votações só devem ocorrer depois das eleições.
Em sinalização ao agronegócio, a equipe de campanha do petista mudou o tom do plano de governo e passou a tratar da importância do setor para a economia após o tarifaço dos Estados Unidos.
Ronaldo Caiado (PSD) cumpriu agendas em São Paulo. Pela manhã, participou da Feira Latino-Americana do Transporte e, à tarde, de um fórum de empreendedores. O ex-governador de Goiás escolheu cidades do entorno de Brasília para dar a largada à campanha presidencial, na próxima segunda-feira (17).
Romeu Zema (Novo) também participou do fórum com empreendedores. O ex-governador de Minas Gerais definiu Montes Claros, no norte do estado, como palco de sua primeira agenda oficial de campanha.
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