A Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias da morte do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos. O profissional viajou do Rio de Janeiro para a capital paulista para assistir a uma partida de futebol e aproveitar o feriado, mas foi encontrado morto na calçada na Vila Madalena, Zona Oeste paulistana.
A principal linha de apuração conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e pelo 14º Distrito Policial, em Pinheiros, aponta para o crime de latrocínio por meio do golpe conhecido como "boa noite, Cinderela".
Deslocamento, desaparecimento e morte no bairro
Na madrugada do dia 10 de julho, o advogado deixou um bar na Vila Madalena pouco antes de 1h da madrugada e seguiu de carro até a Avenida Canário, em Moema, onde desembarcou um amigo. Mapeamentos da polícia indicam que Pedro ainda passou brevemente pelo hotel em que estava hospedado, na Vila Olímpia, antes de retornar à Zona Oeste.
Por volta das 3h57, ele retornou à mesma esquina da Vila Madalena de onde havia saído. No local, encontrou casualmente o principal suspeito. Câmeras de monitoramento registraram o momento em que o homem manuseou uma substância perto do copo do advogado. Em seguida, a vítima apresentou perda de controle motor, desorientação, passou mal e morreu na calçada. Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) constataram o óbito.
Como a vítima estava sem telefone celular e sem documentos de identificação, o corpo foi registrado no primeiro momento sem nome. A confirmação da identidade de Pedro Ely pelo Instituto de Identificação ocorreu às 13h55. Peritos informaram que não havia marcas aparentes de violência.
Ligação misteriosa e identificação de suspeitos
Enquanto a vítima agonizava na Vila Madalena às 3h57, o telefone celular do advogado efetuou uma chamada às 4h. O sinal partiu da Avenida Paulista — local distante de onde o corpo foi achado — e teve como destino uma empresa de investimentos da qual Pedro era cliente.
As autoridades ouviram uma mulher que utilizou a maquininha de cartão de crédito de Pedro Ely após o abandono da vítima. Em depoimento ao DHPP, ela afirmou que deixou o equipamento sob responsabilidade de Vagner Pereira para transações comerciais. O eventual envolvimento da depoente no esquema segue sob apuração.
Prisão temporária e laudo do IML
A Justiça de São Paulo decretou, nesta quinta-feira (6), a prisão temporária do principal suspeito de envolvimento na morte do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos. O homem, que aparece vestindo um boné branco em imagens de câmeras de segurança, foi formalmente identificado pela Polícia Civil após o cruzamento de dados com o sistema de monitoramento Smart Sampa.
O laudo toxicológico do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a morte do advogado Pedro Ely, ocorrida em São Paulo, foi causada por uma parada cardiorrespiratória provocada por intoxicação por cetamina misturada a bebidas alcoólicas.
A informação foi confirmada ao vivo pela diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo. Com o resultado do exame pericial, a Polícia Civil do Estado de São Paulo solicitou a prisão preventiva do principal suspeito do crime.
As autoridades também ouviram uma mulher que teria utilizado a maquininha de cartão de crédito de Pedro Ely após a vítima ser abandonada no local. Em depoimento, a mulher afirmou ter deixado o equipamento sob responsabilidade do suspeito para transações comerciais. A conduta e o eventual envolvimento dela no esquema continuam sob apuração do DHPP.
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