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Única razão pela qual iranianos estão vivos é para negociar, diz Trump

Declarações feitas no perfil do presidente na Truth Social ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e às vésperas de negociações bilaterais entre Washington e Teerã no Paquistão

Estadão Conteúdo, com redação
ESTADÃO CONTEÚDO, COM REDAÇÃO

10/04/2026 • 13:58 • Atualizado em 10/04/2026 • 14:06

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Irã nesta sexta-feira, 10, véspera do início de negociações bilaterais, afirmando que o país "não tem cartas na manga", além de realizar uma "extorsão de curto prazo do mundo" por meio do controle de vias marítimas internacionais, em referência ao Estreito de Ormuz. Em publicação na Truth Social, Trump disse ainda que "a única razão de estarem vivos hoje é para negociar".

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As declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã.

“Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo contra o mundo através do uso das vias navegáveis ​​internacionais. A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar”, escreveu o presidente americano em seu perfil na rede social.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajou ao Paquistão para reuniões com autoridades iranianas, enquanto persistem tensões no Oriente Médio e dúvidas sobre a manutenção da trégua.

Trump também voltou a criticar a atuação iraniana no fluxo de petróleo pela região, acusando Teerã de permitir apenas parcialmente a passagem de navios por Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O bloqueio tem pressionado os preços do petróleo e aumentado a volatilidade nos mercados.

Na mesma publicação, o presidente americano afirmou que os iranianos "são melhores em lidar com a mídia de fake news e relações públicas do que em lutar", reforçando o tom crítico em relação ao país.

As negociações enfrentam obstáculos adicionais, incluindo ataques contínuos de Israel contra o Líbano e exigências de Teerã para avanços concretos antes do início do diálogo.